Camarão: setor discute estratégia para tentar reverter sobretaxa

Brasília, 24 - Nos próximos dois dias, representantes da Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC) participam de várias reuniões em Brasília para discutir a estratégia política a ser adotada para tentar reverter a derrota de empresas nacionais na ação antidumping movida pela Associação de Pescadores do Sul dos Estados Unidos (SSA, na sigla em inglês). A primeira reunião será na Câmara de Comércio Exterior (Camex), numa audiência marcada com o secretário executivo, Mário Mugnaini, a partir das 10h de amanhã. Às 14h, os representantes da ABCC participam de reunião na sede do Conselho Nacional de Pesca e Aqüicultura (Conepe) e depois seguem para uma audiência no Ministério das Relações Exteriores. Na quinta-feira, a programação começa com uma reunião na Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, a partir das 9h, com o ministro José Fritsch. Também estão sendo agendadas audiências no Senado e na Câmara, além de uma visita ao embaixador dos Estados Unidos no Brasil, John Danilovich e ao ministro Luiz Fernando Furlan. A articulação política pretende sensibilizar o governo americano à situação do Brasil, disse o presidente da ABCC, Itamar Rocha. Ele espera que a intervenção política consiga reverter o cenário para o Brasil no processo, antes que seja instituída a margem definitiva de dumping, no próximo dia 17 de dezembro. A disputa comercial do camarão ganhou maiores proporções na última sexta-feira, quando o Departamento de Comércio (DOC) americano decidiu acatar o pedido dos peticionários, alterando a margem preliminar de dumping da empresa brasileira Netuno de 0% para 12,86%. A companhia tinha sido a única entre os seis países acusados a ter sobretaxa zero na primeira fase do processo. Em contrapartida, o DOC não aceitou os argumentos dos advogados da ABCC, que pediam a exclusão da Norte Pesca do cálculo da margem brasileira (36,9%), nem a redução da sobretaxa da Cida. Dessa forma, o DOC manteve a margem da Norte Pesca em 67,8% e da Cida em 8,41%. (Fabíola Salvador)

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