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Camargo Corrêa negocia venda fatia da Loma Negra

Grupo estaria em conversas com diversos investidores por participação minoritária na maior produtora de cimento da Argentina

Reuters

08 de dezembro de 2016 | 22h11

O grupo Camargo Corrêa está negociando a venda de uma participação minoritária na Loma Negra, maior produtora de cimento da Argentina, afirmou uma fonte com conhecimento do assunto à Reuters.

Segundo essa fonte, o grupo estaria em conversas com diversos investidores – a maior parte dos quais empresas de investimentos com participações em companhias que não são focadas apenas em cimento.

Todos os negócios de cimento da Camargo Corrêa são administrados pela holding InterCement. A família que controla a Camargo Corrêa tem discutido por pelo menos dois anos a venda de participação na InterCement ou de parte de ativos como a Loma Negra, disse essa fonte. A Camargo Corrêa não comentou o assunto.

A InterCement é a segunda maior produtora de cimento do Brasil. Em 2005, o grupo comprou a Loma Negra, por US$ 1 bilhão, na primeira aquisição de uma série de compras s que fortaleceram a divisão de cimento em mercados emergentes.

Terceira geração. No fim de outubro, o grupo anunciou o executivo Heinz-Peter Elstrodt, ex-McKinsey, como novo presidente do conselho de administração da holding da companhia no lugar de Vitor Hallack, que deixou o posto em agosto, depois de dez anos à frente do colegiado.

A chegada de Heinz, ex-presidente da consultoria McKinsey na América Latina, marca uma nova fase do grupo, que pretende virar a página após fechar um dos maiores acordos de leniência do País com o Ministério Público e com o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), no qual pagou R$ 804 milhões, por envolvimento na Operação Lava Jato, que investiga corrupção na Petrobrás.

A construtora, fundada em 1939 por Sebastião Camargo, está se desfazendo de vários ativos e quer se concentrar como uma holding de investimento. O caso mais recente foi a venda da fatia de 23% da Camargo na CPFL para o grupo chinês State Grid, por R$ 5,85 bilhões. No fim do ano passado, também se desfez da Alpargatas por R$ 2,7 bilhões a dona da marca Havaianas para a holding J&F, da família Batista. / REUTERS

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