Camargo Corrêa prefere Votorantim fora da Cimpor

O conglomerado brasileiro Camargo Corrêa prefere a Votorantim fora do capital acionário da cimenteira portuguesa Cimpor, informou o diretor da unidade de cimentos da Camargo Corrêa, José Edison, ao jornal português Diário Económico nesta quinta-feira. A Camargo Corrêa fechou um acordo ontem no valor de 968,3 milhões de euros para comprar uma fatia de 22,17% na Cimpor, tornando-se a maior acionista da cimenteira.

MARCÍLIO SOUZA, Agencia Estado

11 de fevereiro de 2010 | 09h53

A transação representou um revés para as esperanças da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) de ganhar o controle da Cimpor, já que a Camargo Corrêa e a Votorantim terão juntas quase 50% da Cimpor. A CSN fez uma oferta por toda a Cimpor, que foi rejeitada pelo conselho da cimenteira.

À pergunta sobre se a Camargo Corrêa poderia acabar vendendo sua fatia na Cimpor para a CSN caso a siderúrgica eleve o preço de sua oferta além dos 6,50 euros por ação pagos pelo conglomerado, Edison disse que sua companhia acredita que 6,50 euros seja o valor justo da Cimpor e que a Camargo Corrêa fez o acordo com uma perspectiva de longo prazo.

O executivo disse que não acredita que as autoridades antitruste brasileiras criem problemas para a compra da participação na Cimpor. As informações são da Dow Jones.

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