Câmbio terá impacto negativo, diz executivo da Petrobras

A alta do dólar terá impacto negativo no balanço financeiro da Petrobras, como reconheceu hoje o diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa, sem querer nominar valores. Indagado sobre as perspectivas de mercado de que a companhia poderia ter lucro próximo a zero no terceiro trimestre por conta da diferença cambial no período, Barbassa minimizou, destacando que não podia dar mais detalhes, já que os resultados da empresa serão divulgados em 11 de novembro.

KELLY LIMA, Agencia Estado

20 de outubro de 2011 | 12h11

"A questão cambial é sempre um vem e vai no caixa da empresa. Como a dívida tem prazo médio de sete anos, só ao final deste período é que veremos o impacto de fato sobre o nosso caixa", comentou.

Segundo Barbassa, a companhia possui 70% das suas dívidas em dólar, o que representa um valor maior do que os ativos existentes no exterior. "Há uma compensação parcial do impacto negativo por conta destes ativos, mas não total", destacou. Ele lembrou ainda que no segundo trimestre deste ano o impacto cambial foi positivo, em torno de R$ 2,8 bilhões.

Ainda segundo Barbassa, o impacto cambial sobre a alavancagem da empresa será mínimo. "Não representará grandes oscilações em real e absolutamente nenhuma em dólar. Será um efeito marginal sobre a alavancagem", completou. No segundo trimestre, a Petrobras encerrou o período com alavancagem de 17%.

Seguros

Mais cedo, Barbassa aproveitou a abertura de seminário sobre resseguros no Rio para pedir descontos sobre suas operações de seguros em sondas, plataformas e demais equipamentos de apoio a exploração e produção de petróleo no País. "Daqui a pouco eu vou abrir uma resseguradora, tão bom que o negócio se anuncia", brincou, após apresentar as demandas da companhia para atender ao investimento de US$ 224 bilhões programados pela empresa até 2015.

Segundo o executivo, a estatal paga hoje em prêmios cerca de US$ 160 milhões referentes apenas a seguros de risco de engenharia. "Mas tem muito mais por vir", disse em sua apresentação no evento, lembrando que a empresa quer aumentar o atual número de plataformas de 44 para 94 até 2020.

Também o número de sondas passará das atuais 15 para 65 em 2020, e os barcos de apoio irão dos atuais 287 para 568 no mesmo período. "Neste caso, não estamos falando apenas do seguro de risco de engenharia, mas também de seguro garantia, resseguros e outras modalidades", avaliou Barbassa.

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