Divulgação/Camil Alimentos
Divulgação/Camil Alimentos

Camil tem resultados fracos no 3º trimestre e quer tornar massas lucrativas no 1º semestre

A empresa de alimentos viu retração do lucro, apesar do aumento da receita, que atingiu R$ 2,3 bilhões; após compra da Santa Amália, companhia espera massas mais lucrativas em 2022

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de janeiro de 2022 | 17h15

A Camil Alimentos divulgou os resultados financeiros do seu terceiro trimestre de 2021 na noite desta quinta-feira, 13, e reportou uma queda de 6,9% no lucro líquido, que chegou a R$ 102,5 milhões. A empresa busca ir além do arroz, açúcar e feijão, seus principais produtos, e ampliar a participação de mercado de outros alimentos na sua receita, como é o caso de pescados e massas.

Apesar da queda no lucro, a receita líquida da Camil cresceu e chegou R$ 2,3 bilhões no trimestre, uma alta de 14%. O motivo foi um aumento de 15,3% das vendas de alimentos no Brasil.

O balanço financeiro da companhia mostra, pela primeira vez, a participação de 1% das massas na receita. Após a aquisição da Santa Amália, concluída em outubro, o volume de vendas desses produtos chegou a 7,3 mil toneladas no período, com preço bruto de R$ 5,20 por quilo.

Considerando todos os produtos da companhia, a Camil teve alta de 9,3% nas vendas de produtos em relação ao terceiro trimestre fiscal do ano anterior. No entanto, o número é uma retração de 4% em relação ao segundo trimestre. O preço bruto dos produtos de arroz vendidos pela empresa foi de R$ 3,71 por quilo, um recuo de 18,8% ante igual período em 2020. Já o preço líquido foi a R$ 3,21 por quilo, um salto de 20,4%. 

A participação internacional se manteve em 29% da receita da companhia, mas as vendas caíram 29,8% no Uruguai e 18,8% no Peru, enquanto subiram 19,8% no Chile, na comparação com igual período em 2020. A Camil reportou, pela primeira vez, dados sobre as vendas no Equador, mercado que adentrou recentemente. As vendas no país foram de 15,9 mil toneladas de alimentos, quase tanto quanto as 16,1 mil toneladas comercializadas no Peru. Para o futuro, plano da companhia é tornar-se multinacional de alimentos.

Santa Amália

Após a incorporação da Santa Amália — empresa mineira que adquiriu no ano passado —, a Camil Alimentos espera uma melhor rentabilidade no segmento de massas no primeiro semestre de 2022.

"A rentabilidade da Santa Amália está abaixo das demais categorias da Camil. Incorporamos a empresa em 31 de dezembro. Agora, começamos a capturar as sinergias comerciais, administrativas e de produção. Com a total incorporação, a rentabilidade tende a melhorar já no primeiro semestre", disse o diretor presidente da companhia, Luciano Quartiero em teleconferência com investidores.

A companhia prevê dois repasses de preço em massas, em virtude do aumento no valor pago pelo trigo. O primeiro será feito em fevereiro e o segundo deve ser realizado no primeiro semestre deste ano, sem data definida, adiantou Quartiero.

Novas Aquisições

A Camil Alimentos mantém o apetite por novas fusões aquisições de empresas, segundo Quartiero. No ano passado, foram cinco transações: compra da equatoriana Dajahu de arroz, da mineira Santa Amália de massas, do café Seleto da JDE, do controle do Café Bom Dia e da Agro Coffee e da uruguaia de alimentos Silcom. Os negócios envolvendo a Santa Amália e a Seleto marcaram a entrada da companhia nos segmentos de trigo e café. 

Sobre os segmentos que estão no radar da empresa, Quartiero afirmou que a empresa busca oportunidades nas categorias sinérgicas à companhia, como alimentos feitos com farinha e biscoitos. Oportunidades de compras para a expansão dos negócios de café também estão na mira da empresa.

 

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