Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Campanha do Bradesco que fala em redução do consumo de carne gera protestos de pecuaristas

Manifestações contra o banco ocorreram em diversos Estados e incluíram distribuição de churrasco à população; banco se desculpou pelo vídeo

Lucas Agrela, O Estado de S.Paulo

03 de janeiro de 2022 | 17h48

Pecuaristas de diversos estados brasileiros fizeram protestos nesta segunda-feira, 3, em agências do banco Bradesco após a divulgação de uma campanha em vídeo nas redes sociais que associava a redução do consumo de carne ao bem-estar do planeta. O vídeo promovia um aplicativo do banco que faz uma estimativa da pegada de carbono deixada pelo consumo do alimento.

Os churrascos foram realizados em cidades do interior de São Paulo, como Araçatuba, Birigui e Ribeirão Preto, bem como nas cidades de Cuiabá, Canarana, Água Bonita e Rondonópolis, em Mato Grosso, além de Goiânia (GO) e Xinguara (PA). As imagens dos churrascos foram compartilhadas nas redes sociais e mostram a distribuição de espetinhos de carne. 

A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) apoiou os protestos contra a campanha de marketing do Bradesco. “A associação, que hoje representa mais de 24 mil associados em todo o país, destaca o manifesto de centenas de brasileiros que foram às ruas nesta segunda-feira cobrar mais respeito, entendimento e valorização do processo de produção de carne no Brasil”, informa, em nota. Os churrascos também tiveram o apoio da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat). 

Procurado pelo Estadão, o Bradesco informou apoiar a agropecuária e ter contribuído com o setor ao longo dos anos. “O Bradesco reitera seu apoio e crença irrestrita ao setor agropecuário. Há décadas é o maior banco privado do agronegócio. Foram a Pecplan e a Fundação Bradesco, com o apoio de seus técnicos, que implantaram e capacitaram milhares de agropecuaristas a fazer inseminação artificial. Com isso, contribuiu decisivamente para a pecuária alcançar o atual e reconhecido nível de excelência mundial”, diz a nota oficial do banco, que se desculpou pelo vídeo.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.