Campo de Roncador vai passar o de Marlim em meados de 2008

O campo de Roncador, na bacia deCampos, será o maior campo produtor de petróleo brasileiro apartir de meados de 2008, ultrapassando o campo de Marlim,informou Vilmar Carneiro, coordenador da Petrobras do projetodo módulo 3 de Roncador --plataforma P-55, próxima unidade aser instalada no local. Nesta quarta-feira, a Petrobras informou que a plataformaP-54 entrou em operação em Roncador, semanas após o início deprodução da P-52 no mesmo local, onde já funciona a unidadeflutuante FPSO Brasil, que ficará por mais dois anos. As duas plataformas possuem capacidade para produzir 180mil barris diários de petróleo e cerca de 3 milhões de metroscúbicos de gás natural cada, volume que será atingido entreseis e oito meses. A FPSO Brasil produz 100 mil barris por dia.Já Marlim, que hoje produz cerca de 480 mil barris diários,está com a produção em declínio. Em reunião com fabricantes de equipamentos em semináriopromovido pela Organização Nacional da Indústria do Petróleo(Onip), executivos da Petrobras apresentaram o projeto daplataforma P-55, próxima unidade a ser instalada em Roncador,por volta de 2010, e cuja licitação foi suspensa duas vezes porconta dos altos preços pedidos pela indústria nacional. "Mudamos o tamanho do projeto, deixando mais compatível comas empresas nacionais, com isso tivemos uma economiasignificativa", disse a jornalistas o gerente de projeto daplataforma P-55 da Petrobras, Francisco Ramos. Com o projeto simplificado, segundo Ramos, o valorinicialmente previsto para o casco, de 600 milhões de dólares,caiu para 385 milhões de dólares, e ficou a cargo da indústrianacional. Para construir o restante da plataforma a Petrobrascontratou a empresa holandesa Gusto, para desenvolver o projetoda parte superior da unidade (top side), onde ficam osprincipais equipamentos. "O projeto fica pronto em abril e o cronograma é assinar aconstrução do 'top side' em novembro de 2008", afirmou Ramos. Além da P-55, Roncador receberá mais uma plataforma, aindasem número, "possivelmente a P-61", mas que será cópia da P-54,estratégia usada pela empresa para reduzir o tempo deconstrução. A simplificação de projetos tem sido cada vez mais atônica da companhia, que procura baratear o custo de produçãoprincipalmente dos campos da região pré-sal, explicou o gerentegeral de engenharia do Centro de Pesquisa da Petrobras, MarcosAssayag. "A região pré-sal vai demandar um conjunto grande deplataformas e queremos desenvolver essa tecnologia deplataformas mais simples para baratear os projetos", explicouAssayag. (Por Denise Luna; Edição de Marcelo Teixeira)

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