Cana-de-açúcar vai ocupar o Centro-Oeste, diz presidente da FMC

Ribeirão Preto, 19 - O diretor-presidente para a América do Sul da divisão de produtos agrícolas da FMC, Antonio Carlos Zem, disse há pouco que a cultura da cana-de-açúcar vai crescer rumo ao cerrado brasileiro e ocupar a região Centro-Oeste do País. De acordo com o executivo, "a grande corrida que houve para domar o cerrado por parte dos produtores de soja e de algodão vai se repetir com a cana-de-açúcar", disse. Zem explicou que sua avaliação está centrada na ação de grandes clientes que já estão produzindo, com sucesso, açúcar e álcool no Centro-Oeste e ainda na possibilidade de se encontrar áreas novas na região. "As empresas de defensivos estão olhando para onde o cliente está e no setor da cana-de-açúcar estamos tentando nos adiantar", afirmou Zem que participa, no Guarujá (SP), da reunião anual da empresa com representantes de praticamente todas as unidades sucroalcooleiras do Centro-Sul do País, batizada de Clube da Cana. A FMC tem uma unidade produtora de defensivos na cidade de Uberaba (MG), "estrategicamente localizada na porta do Centro-Oeste", na opinião do seu presidente, gera 400 empregos diretos e indiretos e tem centros de distribuição nos estados do Sul, Sudeste e na nova fronteira agrícola do Nordeste. Por priorizar as culturas do algodão, cana, fumo e arroz irrigado, que, na média, tiveram bom desempenho neste ano, a empresa deve ampliar seu faturamento em 25% no Brasil, para US$ 175 milhões. Apesar do resultado, a FMC não tem planos para novas unidades e pretende, segundo o presidente da empresa, fazer investimentos na fábrica mineira. "Nós vamos crescer com investimento em tecnologia, automação e agilização do processo. Por enquanto, a unidade de Uberaba atende a demanda", completou. Soja - Apesar de priorizar outras culturas, a divisão de produtos agrícolas da FMC no Brasil está fechando um acordo para licenciar e produzir no Brasil dois fungicidas para o controle da ferrugem da soja. De acordo com Antonio Carlos Zem, os acordos estão sendo feitos com uma empresa nacional e outra internacional, cujos nomes ainda não podem ser divulgados segundo ele. "Nós pretendemos produzir um fungicida curativo e outro preventivo e devemos fazer os primeiros testes no final desta safra para vender os produtos comercialmente na próxima", disse Zem. O executivo afirmou que a culturas da soja e de outros grãos passam "por um momento de ajuste no Brasil no qual deverão ser dados saltos qualitativos na produção apesar do aumento do custo nos insumos e da baixa do dólar e das commodities, que prejudicam o agricultor exportador". Ainda segundo ele, a expectativa para toda a cadeia agrícola é de que pelo menos os preços dos produtos se recuperem até o final da safra.

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