Canadá autoriza Burger King a comprar Tim Hortons

Negócio dará origem à terceira maior rede de fast-food do mundo; Burger King é criticado por suposta intenção de driblar o Fisco

Estadão Conteúdo

05 Dezembro 2014 | 06h22

" SRC="/CMS/ICONS/MM.PNG" STYLE="FLOAT: LEFT; MARGIN: 10PX 10PX 10PX 0PX;" CLASS="IMGEMBEDO governo do Canadá aprovou na quinta-feira,4, a oferta de US$ 11 bilhões feita pelo Burger King para a compra da varejista de café canadense Tim Hortons, removendo mais um obstáculo para a criação da terceira maior cadeia de restaurantes fast-food do mundo.

O acordo, que é em parte financiado por Warren Buffett, desencadeou um debate feroz nos EUA, com alguns legisladores acusando o Burger King de comprar a empresa canadense para poder mudar sua sede para o país vizinho por razões fiscais.

O Burger King nega que a aquisição tenha sido motivada por razões tributárias. Segundo informações do governo do Canadá, a sede global da companhia combinada - que somará US$ 23 bilhões em vendas em mais de 18 mil restaurantes - será baseada em Oakville, cidade no entorno de Toronto.

A localização da sede foi uma das várias exigências que o Burger King aceitou para ter a proposta de aquisição aprovada, disso o ministro da Indústria do Canadá, James Moore. A empresa também se comprometeu a manter os níveis de emprego nas lojas canadenses da Tim Hortons e a expandir a rede de cafés para um presença global num ritmo muito maior do que o previsto anteriormente.

O Burger King tem sede em Miami, mas é controlado pela empresa norte-americana e brasileira 3G Capital. "Nosso governo está satisfeito em ver companhias como o Burger King investindo na economia canadense e se beneficiando dos nossos baixos impostos e mercados abertos", disse Moore.

Segundo a lei canadense, autoridades do governo precisando avaliar os investimentos e as aquisições de ativos locais por estrangeiros afim de verificar se tais negócios são benéficos a economia do país. Fonte: Dow Jones Newswires.

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