Canadá segue EUA e anuncia pacote de auxílio a montadoras

País fornecerá US$ 3,3 bilhões em empréstimos emergenciais às unidades locais das problemáticas

Reuters e AP

20 de dezembro de 2008 | 15h34

O governo do Canadá e o da província de Ontário anunciaram neste sábado, 20, que irão seguir a medida dos Estados Unidos e fornecer 4 bilhões de dólares canadenses (3,3 bilhões de dólares norte-americanos) em empréstimos emergenciais para ajudar as subsidiárias canadenses de três grandes montadoras de Detroit, para mantê-las operando enquanto reestruturam seus negócios. O pacote canadense saiu um dia após o governo norte-americano anunciar a liberação de US$ 17,4 bilhões para socorrer as montadoras General Motors e Chrysler LLC.      Veja também: Governo dos EUA dá ajuda de US$ 17,4 bi às montadoras De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise O pacote, anunciado pelo primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, e pelo premier de Ontário, Danton McGuinty, é anunciado um dia após a Casa Branca ter revelado um plano de 17,4 bilhões de dólares para dar suporte à indústria automotiva de Detroit. Harper também anunciou duas novas medidas federais para ajudar a indústria como um todo - uma para dar auxílio aos fornecedores e outra para ajudar que consumidores consigam crédito para comprar carros.O governo federal propiciará 2,7 bilhões de dólares canadenses em empréstimos de curto prazo, e a província de Ontário entrará com 1,3 bilhão de dólares canadenses. Harper disse que o governo espera recuperar o dinheiro, mas reconhece que parte dele está em risco. Harper disse que a ajuda reflete a porção de 20% da capacidade de produção do Canadá ante o mercado da América do Norte. Ele disse que o Canadá não irá permitir uma reestruturação da indústria de uma forma que poderá levar à realocação de fábricas canadenses para os Estados Unidos. "Essas são circunstâncias extraordinárias que requerem medidas extraordinárias", disse McGuinty em uma coletiva de imprensa com Harper.   Mas o governo alertou que o pacote anunciado não é um "cheque em branco" para a indústria, sugerindo que as companhias e seus empregados terão que fazer concessões.

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