Canadense Forbes & Manhattan segue com projetos no País

O banco mercantil canadense Forbes & Manhattan prevê que obterá novo financiamento para seus projetos de ouro e potássio no Brasil nos próximos meses.

Agencia Estado

16 de abril de 2013 | 17h28

O investimento mais avançado do banco no País é em Belo Sun Mining Corp., que está explorando o depósito de ouro Volta Grande, ao longo do Rio Xingu, na região da Amazônia, afirmou o diretor-administrativo do banco, Helio Diniz. O Forbes & Manhattan está otimista também sobre o depósito de potássio que está sendo explorado perto do rio Amazonas pela Potash Corp., uma mineradora privada que está em fase inicial.

Ambos os projetos estão nos estágios iniciais de desenvolvimento e ainda precisam levantar dinheiro ou obter licenças necessárias para começar a construção. Diniz afirmou que a tão esperada reforma da regulamentação de mineração do Brasil, que o governo espera propor nas próximas semanas, é "preocupante" devido à falta de detalhes conhecidos publicamente.

Diniz, que integra o conselho da Belo Sun, prevê que a mineradora de ouro publicará seu estudo de viabilidade e obterá uma licença ambiental inicial das autoridades locais para Volta Grande em abril. Depois disso, a empresa de mineração começará a coordenar o financiamento para o projeto de US$ 800 milhões.

Com construção prevista para começar no próximo ano, o Volta Grande deve começar a operar no final de 2015 ou início de 2016, produzindo entre 300 mil e 400 mil onças de ouro por ano. A Belo Sun espera obter três quartos do financiamento do projeto de bancos privados ou bancos estatais, incluindo possivelmente o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O restante do financiamento é esperado de atuais acionistas da Belo Sun, que incluem a BlackRock "e grandes fundos de ouro", disse Diniz. O Forbes & Manhattan tem uma participação de menos de 5% na empresa.

Depois de Belo Sun, o projeto do banco mais avançado no País é o de potássio que está sendo explorado pela Brazil Potash, na qual o Forbes & Manhattan detém uma participação de 25%. O depósito tem potássio suficiente para produzir 2 milhões de toneladas por ano durante 25 anos, estima a empresa.

Diniz, que é diretor executivo da Brazil Potash, afirmou que a empresa está trabalhando para levantar US$ 100 milhões de investidores privados neste ano para completar uma série de estudos durante os próximos 12 a 18 meses. Após isso, o banco espera tornar a empresa pública por meio da venda de ações a fim de levantar aproximadamente US$ 2 bilhões necessários para iniciar a produção em 2018. As informações são da Dow Jones.

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