Capacidade instalada permanece em 83,6% em setembro

Segundo a FGV, com o resultado de setembro, a média do terceiro trimestre de 2011 do Nuci com ajuste ficou em 83,8%

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

30 de setembro de 2011 | 08h24

O Nível de Utilização de Capacidade Instalada (Nuci) da indústria, com ajuste sazonal, ficou em 83,6% em setembro, mesmo patamar de agosto. Foi o menor patamar desde novembro de 2009 (82,9%).

Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), com o resultado de setembro, a média do terceiro trimestre de 2011 do Nuci com ajuste ficou em 83,8%, a menor desde o quarto trimestre de 2009 (83,1%).

Na série de dados sem ajuste sazonal, o Nuci em setembro foi de 84,4%, levemente acima do apurado em agosto (84%), nesta mesma série.

O superintendente adjunto de ciclos econômicos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Aloísio Campelo, afirmou que o NUCI apurado pela instituição pode ficar abaixo da média histórica de 83,3% entre outubro e dezembro. "Dadas as condições menos favoráveis da demanda interna e o fato de o atual patamar estar em uma marca muito próxima da média histórica, é possível ocorrer a oscilação para baixo nos próximos três meses", afirmou.

Segundo Campelo, a sondagem conjuntural da indústria de transformação da FGV indicou uma queda do emprego previsto para o trimestre seguinte, de 110,7 pontos em agosto para 105,1 pontos em setembro, abaixo da média histórica de 112,9 pontos apurada desde janeiro de 2003. Do total de empresas que disseram que iriam contratar mais, o patamar caiu de 22,6% em agosto para 17,7% em setembro. Por outro lado, o nível de companhias que têm a intenção de empregar menos subiu de 11,9% para 12,6%. "A tendência é o emprego industrial cair até dezembro", afirmou o especialista.

Aloísio Campelo também apontou que o índice da situação atual caiu 11,4% de janeiro a setembro, enquanto que o índice de expectativas da indústria teve queda de 12,1% no período. Segundo ele, esses dois componentes, somados à possibilidade de queda do NUCI e da geração de emprego nos próximos três meses, indicam que as perspectivas dos empresários industriais para investir é desfavorável no curtíssimo prazo. "É provável que se o quadro de desaceleração da economia mundial se acentuar logo, haverá efeitos imediatos às expectativas de geração de negócios, de contratação de funcionários e de investimentos, acentuando a piora a partir desse processo", afirmou.

(Texto atualizado às 14h47)

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