Capitalização de Petrobrás será concluída em julho ou agosto, diz Barbassa

O prazo é superior ao dado anteriormente, de que o processo deveria ser concluído ainda em julho

André Magnabosco, da Agência Estado,

18 de maio de 2010 | 11h35

O andamento do processo de capitalização da Petrobrás terá seu cronograma inalterado, independente do avanço das discussões sobre a cessão onerosa de barris da União no Congresso, afirmou o diretor financeiro e de Relações com Investidores da Petrobrás, Almir Barbassa, em teleconferência com analistas e investidores. Apesar disso, o executivo indicou que a conclusão da capitalização e a integralização dos recursos deve ocorrer "entre o final de julho e o começo de agosto", um prazo superior ao estimado anteriormente, de que deveria ser concluída ainda em julho.

No início deste mês, o presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli, reiterou que o prazo para a conclusão da operação era 31 de julho. Para tanto, o início do procedimento deveria ocorrer no próximo dia 20 de maio. Barbassa, no entanto, afirmou que a direção da companhia ainda deve sugerir ao conselho de administração da Petrobras que convoque a assembleia geral extraordinária (AGE) para votar o tema.

Devido ao prazo de 30 dias necessário a partir da convocação da reunião, do período de análise de oferta pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pela SEC (nos EUA) e da previsão de que o Congresso vote o texto sobre a cessão onerosa apenas no próximo dia 25 de maio, crescem as chances de o processo de capitalização não ter tempo hábil para ser concluído até o final de julho.

Questionado por um analista sobre o cronograma apertado, Barbassa destacou que a Petrobrás não pode determinar prazos do Congresso, mas que poderia dar andamento ao processo para viabilizar a operação de capital autorizado adicional. A operação, segundo Barbassa, pode envolver apenas o montante necessário para viabilizar o plano de investimentos da companhia ou já considerar recursos a serem alocados futuramente no processo de cessão onerosa.

Mesmo que a cessão onerosa seja aprovada pelo Congresso no cronograma previsto pela Petrobrás, existe a possibilidade de a assembleia ser convocada sem a definição de aspectos importantes da operação, como o valor dos barris que entrarão na operação, uma vez que esse número dependerá também de avaliação da Agência Nacional do Petróleo (ANP). "Acredito que, com nossa avaliação, poderemos dar uma ideia razoável ao mercado do que poderá ser o valor final", afirmou Barbassa, descartando a possibilidade de a análise feita pela certificadora da ANP apresentar valores muito diferentes daqueles definidos pela certificadora da Petrobras. O executivo também revelou que não haverá qualquer cláusula que determine um porcentual máximo de diferença entre ambas as projeções.

O diretor também informou que a proporção de ações ordinárias (ON) e preferenciais (PN) da estatal deve ser mantida no processo de capitalização e que, em sua visão, é grande a demanda por papéis da Petrobras. "Tenho opinião firme de que vamos efetuar uma boa emissão", comentou o executivo. Barbassa destacou inúmeras vezes que não acredita na possibilidade de o texto sobre cessão onerosa não ser aprovado no Congresso ao longo da próxima semana.

Tudo o que sabemos sobre:
PetrobráspetróleoBarbassa

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.