BTG Pactual/ Divulgação
BTG Pactual/ Divulgação

Capitalizado, BTG compra corretora Elite, 2ª aquisição em uma semana

Compra é mais um movimento rumo à consolidação desse mercado no País

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2022 | 09h38

Com recursos no caixa e agressivo para crescer em sua plataforma de investimento dedicada a pessoas físicas, o BTG Pactual acaba de anunciar sua segunda aquisição em uma semana. Depois de comprar a carteira de clientes pessoas físicas da Planner, na semana passada, adquiriu agora a carioca Elite Investimentos, uma das corretoras mais tradicionais do Rio de Janeiro, que foi fundada no início da década de 1980.   

Com a aquisição, que não teve o valor revelado, o BTG se posiciona na corrida das plataformas pelos investidores pessoas físicas no Brasil, um mercado com tendência de crescimento apesar da rápida subida de juros no País. Há outros ativos sendo analisados neste momento pelo banco, conforme fontes. 

As aquisições do BTG dão sequência a um início de ano bastante aquecido nesse mercado. A XP adquiriu uma fatia da Suno e o banco Modal em janeiro. O Itaú Unibanco, por sua vez, comprou 50,1% da Ideal, por R$ 650 milhões. O Itaú possui ainda o direito de comprar mais 11,38% da XP, conforme o acordo celebrado há mais de quatro anos. 

Ganho de sinergia

Segundo o sócio responsável pelo BTG Pactual digital, Marcelo Flora,  que comanda a plataforma de investimento da instituição financeira, a aquisição da Elite é estratégica e há, ainda, ganhos de sinergia. “A aquisição vai permitir unir a expertise dos funcionários e assessores da Elite com a estrutura de produtos, serviços e tecnologia do BTG, permitindo ganhar ainda mais escala, com diluição de custos, ganhos de eficiência, sinergia e produtividade”, afirmou, em nota enviada à imprensa.  

O BTG informou que o acordo inclui a totalidade dos negócios da Elite, que serão integralmente absorvidos pelo BTG Pactual. O negócio, para ser concluído, ainda precisa do aval de reguladores, como o Banco Central. 

O sócio da consultoria Spiralem, Bruno Diniz, afirma que a transação do BTG reforça a consolidação  das plataformas de investimentos no Brasil, movimento que tende a continuar. “Vamos ver os players independentes e regionais  na mira das plataformas”,  prevê o especialista. Diniz frisa que o caso da aquisição anunciada pelo BTG, o foco está no ganho  da carteira de clientes e, assim, no ganho de escala da plataforma, visto que a Elite faz parte do grupo das corretoras tradicionais.

Essa não é a primeira vez que o BTG compra uma das corretoras da velha-guarda do mercado. Dentro de  seu rol de aquisições recentes, a instituição financeira comprou a Necton (corretora fruto da fusão entre Spinelli e Concórdia), a Magliano, Ourinvest e a própria Planner.  Muitas corretoras tradicionais se tornaram alvo de aquisições porque acabaram ficando para trás da corrida tecnológica que se impôs no mercado de investimento no País.

 

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