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Captação de empresas brasileiras cai 77% em um ano

Segundo dados da Anbima, captações das companhias somaram R$ 10,9 bilhões no terceiro trimestre de 2015, volume mais baixo em sete anos

Fernanda Guimarães, O Estado de S. Paulo

07 de outubro de 2015 | 10h31

As captações das companhias brasileiras somaram R$ 10,9 bilhões no terceiro trimestre de 2015, o volume mais baixo nos últimos sete anos, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). O valor representa uma queda de 76,7% em relação ao observado no mesmo período do ano passado.

Segundo a entidade, o desempenho observado em setembro contribuiu para o baixo volume de operações. O mês foi o pior no ano para captações, com R$ 2 bilhões, número impulsionado com a emissão de debêntures incentivadas da Vale, que alcançou R$ 1,35 bilhão.

A entidade destacou que com essa operação da Vale as ofertas de debêntures de infraestrutura neste ano somam R$ 3,3 bilhões. Com isso, o montante total de ativos dessa modalidade emitido, desde seu lançamento em 2011, chega a R$ 13,5 bilhões. Ainda no trimestre, lembra a Anbima, houve a oferta de debêntures de R$ 3,5 bilhões da Petrobrás Distribuidora.

"A despeito das captações com debêntures incentivadas, que devem ter prazo mínimo de quatro anos, o prazo das demais debêntures continua apresentando trajetória decrescente em 2015, em resposta ao cenário econômico", afirma a Anbima, em seu boletim. A associação frisa que no mês passado o prazo médio foi de 3,9 anos, inferior, inclusive, ao prazo observado em 2009, de quatro anos.

A Anbima lembra que em setembro não foram realizadas emissões de ações, tampouco captações no mercado internacional. "A volatilidade observada no mercado secundário de ações e as consequências do rebaixamento do rating do País devem postergar estas operações para o próximo ano", segundo a entidade. De acordo com o boletim, o segmento de renda fixa do mercado de capitais segue como a fonte de recursos das companhias. Entre os destaques, estavam em análise na CVM, no início de outubro, R$ 7,6 bilhões em operações com títulos de dívida, FIDCs e CRIs, incluindo  a emissão de debêntures da Petrobrás, com volume de R$ 3 bilhões

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