Estadão
Estadão

Cargill registra prejuízo de US$ 19 milhões no 4º trimestre fiscal de 2016

Segundo a companhia, a menor demanda global por commodities agrícolas e a baixa volatilidade do mercado contribuíram para pressionar as cotações e reduzir a rentabilidade

Dow Jones Newswires

10 de agosto de 2016 | 12h36

A Cargill registrou prejuízo operacional ajustado de US$ 19 milhões no quarto trimestre fiscal de 2016 (até 31 de maio), ante lucro operacional ajustado de US$ 230 milhões em igual período do ano passado. Segundo a companhia, a menor demanda global por commodities agrícolas e a baixa volatilidade do mercado contribuíram para pressionar as cotações e reduzir a rentabilidade da empresa. Tal cenário desacelerou os negócios nas divisões de ingredientes para alimentos e aves, relata a empresa. 

Quando considerados os princípios gerais de contabilidade aceitos nos Estados Unidos (GAAP, na sigla em inglês), o lucro líquido da empresa foi de US$ 15 milhões no trimestre encerrado em 31 de maio, ante prejuízo de US$ 51 milhões em igual intervalo do ano passado. A receita recuou 5% no quarto trimestre fiscal de 2016, para US$ 27,1 bilhões. 

A empresa também reportou os resultados de todo o ano fiscal de 2016. Segundo o relatório, o lucro líquido no período chegou a US$ 2,38 bilhões, 50% acima do registrado no ano fiscal anterior. Já o lucro operacional ajustado, que considera a venda da unidade de negócios de suínos e outros eventos, ficou em US$ 1,64 bilhão, 15% abaixo do apurado no ano fiscal de 2015. 

Em nota, o presidente e CEO da Cargill, David MacLennan, declarou que a companhia continua buscando melhores resultados e "crescimento sustentável", acrescentando ou eliminando linhas de produtos e fortalecendo outras de seu portfólio. "Temos mais trabalho a fazer, mas nas áreas em que já promovemos mudanças temos obtido melhores resultados", disse MacLennan. 

A companhia vem reformulando seus negócios em reação à queda das cotações das commodities agrícolas no mercado internacional, recuo da renda de produtores e mudanças nos hábitos de consumo. Dentre as mudanças estão revisões nos processos de criação de aves e de gado adotados pela empresa. Alterações e cortes nas diversas linhas de produtos também vêm sendo promovidos, como a venda, no ano passado, de suas operações de carne suína nos Estados Unidos. Além disso, diante das mudanças demográficas globais, a companhia tem investido no setor de piscicultura e em fábricas de processamento capazes de produzir uma gama maior de produtos derivados de carnes.

Agentes do mercado avaliam que mudanças na área de ingredientes para alimentos têm surtido efeito. Um ano após executivos anunciarem que olhariam de forma mais abrangente para a divisão - representada por adoçantes para refrigerantes, malte para cerveja e óleos vegetais para frituras - ela se tornou a maior geradora de lucros do último trimestre. Mesmo tendo como principal foco a comercialização de commodities agrícolas, a Cargill vem avançando em outras frentes e desenvolvendo produtos como o óleo de soja produzido com grãos convencionais (não transgênicos) para atender às novas demandas do mercado consumidor.

Notícias relacionadas
    Tudo o que sabemos sobre:
    CargillAgronegócio

    Encontrou algum erro? Entre em contato

    Tendências:

    O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.