Cargill: terminal de Santarém (PA) vai escoar 1 mi/t ano em 2007

Santarém, 26 - A Cargill vai exportar por meio de seu terminal de Santarém, no Pará, 1 milhão de toneladas de grãos por ano, a partir de 2007. A meta foi comunicada há pouco pelo gerente da empresa, Antenor Piovannini, ao ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, que cumpre agenda de trabalho no Pará, tendo visitado há pouco o terminal portuário da empresa. A unidade, inaugurada em abril de 2003, já escoou 880 mil t de grãos. A expectativa é de que em fevereiro do ano que vem o volume total complete o primeiro milhão de t. De acordo com Piovannini, o embarque de 1 milhão de t será possível com a estrutura atual do terminal. Ele fez essa afirmação porque parte das obras de ampliação do terminal foi embargada pelo Ministério do Meio Ambiente. De acordo com informações da empresa, a maior parte do escoamento por Santarém é de soja, mas também há capacidade instalada para exportação de milho e açúcar. A soja escoada pela empresa, uma das 10 maiores exportadoras de grãos do País, vem de Mato Grosso e Rondônia. Mas há carregamentos de soja produzida no sul do Pará. Defendendo-se das críticas de ambientalistas, Piovannini disse que a produção de soja no sul do Pará é cultivada em áreas antes destinada às pastagens. Além do terminal de Santarém, a Cargill tem unidades de escoamento em Rio Grande (RS), Paranaguá (PR), Santos (SP), Guarujá (SP), Ilhéus (BA) e Ponta da Madeira (MA). Em Santarém, o terminal da Cargill está localizado na margem direita do Rio Tapajós e tem capacidade para receber 1.500 t de grãos por hora. Ao chegar à unidade da Cargill, o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, foi questionado se seria possível conciliar o incremento da produção agrícola com a preservação do meio ambiente. Ele disse que o principal é o desenvolvimento de tecnologias que permitam a elevação da produção, sem incremento significativo da área cultivada. Ele reafirmou que nos últimos 15 anos a área plantada com grãos no País cresceu 24% e a produção física aumentou 110%. "A tecnologia permite o convívio entre crescimento da produção e a preservação ambiental".

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