Carlos Ghosn, CEO da Nissan, nega boatos sobre renúncia

O executivo-chefe da Nissan Motor, o brasileiro Carlos Ghosn, de 58 anos, negou nesta sexta-feira relatos divulgados pela imprensa de que ele estuda deixar o cargo antes do início do próximo plano de negócios da empresa, em 2017.

ÁLVARO CAMPOS, Agencia Estado

22 de junho de 2012 | 15h41

Na quinta-feira, a Bloomberg noticiou a possível saída de Ghosn. "Ghosn disse que este é o último plano de negócios de médio prazo que ele vai executar", disse Koji Okuda, porta-voz da empresa. "Precisamos nos preparar para a sua possível partida dentro de um período de até cinco anos", completou.

Nesta sexta-feira, no entanto, o executivo desmentiu os boatos. "Falar sobre renúncia daqui a cinco anos francamente não é um tópico atual no momento", comentou Ghons em uma entrevista para a Reuters. Ele comanda a Nissan desde 2001.

"Quando se é CEO, é preciso ter duas condições. Primeiro, os acionistas precisam confiar em você e querer que você lidere a companhia. Segundo, é preciso sentir motivação para executar o trabalho. Então, enquanto você tiver esses dois fatores, você continua no cargo. E hoje existem os dois fatores", disse.

Ghosn, que também tem cidadania francesa, repetiu que gostaria que a Nissan fosse liderada por um japonês quando ele deixar o cargo. Ele afirmou que tanto a Nissan quanto sua parceira francesa Renault têm um amplo número de executivos talentosos que podem ser escolhidos para sucedê-lo. As informações são da Dow Jones.

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