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Carlyle e Guilherme Paulus vendem fatia da CVC por R$ 1,23 bi

Operação indica destravamento de operações de ‘follow on’ na Bolsa; ações da empresa subiram 6,24%

Fernanda Guimarães e Gabriela Mello, O Estado de S.Paulo

12 de agosto de 2016 | 05h00

O fundo americano de private equity (que compra participações em empresas) Carlyle e o investidor brasileiro Guilherme Paulus, fundador da CVC, levantaram R$ 1,23 bilhão com a venda parcial de suas fatias na maior operadora e agência de viagens do Brasil. Em comunicado divulgado ao mercado nesta quinta-feira, 11, a companhia informou que a oferta pública secundária (“follow on”) com esforços restritos de distribuição foi precificada a R$ 20,50 por ação. Os papéis da CVC fecharam com alta de 6,34% na Bolsa, negociadas a R$ 22,65, após o anúncio da transação.

O Carlyle e Paulus tinham colocado um total de 60 milhões de ações da CVC Brasil à venda, o correspondente a uma fatia de 44,7% da companhia. Juntos, somavam quase 70% de participação na companhia.

O Carlyle entrou no negócio em 2010, ao comprar 63,6% da maior operadora de turismo do Brasil, por cerca de R$ 700 milhões. Na abertura de capital, em 2013, o fundo já havia reduzido um pouco sua fatia na agência de viagens. No ano passado, Carlyle e Paulus já teriam m tentado vender o controle da companhia para outros investidores, segundo fontes.

Ânimo. Depois de duas ofertas subsequentes de sucesso em um período de apenas duas semanas, a Bolsa deverá ser palco de novas captações de companhias já listadas, na esteira do início da melhora do humor em relação ao Brasil. Os principais setores candidatos, conforme fontes de mercado, são energia, infraestrutura, shoppings e saúde.

Depois de Energisa, que movimentou R$ 1,5 bilhão, e agora da oferta da CVC, mais transações estão sendo aguardadas. Fontes de bancos de investimento não descartam, até mesmo, ofertas públicas de ações (IPO, na sigla em inglês) para este ano. “Em um mês, teremos mais ofertas alinhadas”, disse uma pessoa a par do assunto ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Um advogado especializado em mercado de capitais disse que esse atual momento já dá indícios de um cenário favorável para novas emissões, diante de uma inversão do sentimento em relação aos rumos da economia. “Há empresas que precisam reduzir seu endividamento e o crédito está caro para rolagem. Há liquidez no mercado externo, além de perspectiva de crescimento e de aumento das receitas e margem em alguns setores da economia”, afirmou.

A expectativa é aproveitar a liquidez global para atrair mais recursos para o Brasil, incluindo em renda variável, segundo uma fonte de banco de investimento. /COM REUTERS

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