Carnes: restrição sanitária é gargalo na exportação, diz CNA

Rio, 27 - O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antonio Ernesto Werna de Salvo, considerou que um dos principais "gargalos" na expansão das exportações brasileiras do setor de pecuária de corte são as restrições sanitárias. Para ele, a tendência é que os países desenvolvidos aumentem seu nível de restrições sanitárias, na tentativa de impedir que produtos, como a carne brasileira, se desenvolvam no mercado interno de seus países. Porém, ele observou que o empresariado brasileiro também pode lutar pelo desenvolvimento da participação da carne brasileira no comércio internacional. Em sua avaliação, o Brasil não tem tradição nas exportações de carne e isso prejudicaria o estabelecimento de padrões de qualidade no corte da carne, por exemplo. "Não podemos somente apregoar as qualidades do 'boi verde', criado em condições naturais, e não ter um preparo de corte especial para ele", disse, acrescentando que a Argentina investe e muito no preparo especial do corte de sua carne, o que incrementaria a qualidade do produto. Ele participou do 6º Congresso de Agribusiness, que se encerra hoje no centro de convenções do Riocentro, no Rio de Janeiro. (Alessandra Saraiva)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.