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Carrefour só venderá ovos de galinhas livres de gaiola em até 10 anos

Inicialmente, marcas próprias do Carrefour devem adotar sistema até 2025

Nayara Figueiredo, O Estado de S.Paulo

24 Agosto 2018 | 17h15

O Grupo Carrefour anunciou no Brasil novo compromisso de bem-estar animal e ingressou no sistema 'cage-free' (livre de gaiola) com a meta de que, até 2028, 100% dos ovos comercializados pelo Carrefour sejam provenientes do sistema de produção de galinhas criadas fora de sistemas de confinamento intensivo.

"Para isso, a rede vai trabalhar junto aos fornecedores e na conscientização dos seus consumidores, a fim de mostrar a importância dessa nova política", diz a companhia em nota. Inicialmente, o objetivo é que todos os ovos das marcas próprias Carrefour sejam produzidos a partir deste sistema até 2025. 

O compromisso firmado pela empresa conta com o apoio das organizações de defesa animal, como Animal Equality, Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, Humane Society International e Mercy For Animals. 

Paralelamente, o Grupo Carrefour dará sequência à proposta de constituição de um grupo de trabalho sobre ovos no âmbito da Comissão de Bem-Estar Animal do Ministério da Agricultura, com participação do comércio, produtores e associações. Além disso, a companhia vai trabalhar para constituir outro grupo de trabalho envolvendo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), com o intuito de elaborar um protocolo com as diretrizes para a produção de ovos em sistemas livre de gaiolas.

Segundo o diretor de Sustentabilidade do Carrefour Brasil, Paulo Pianez, a ausência de regulação específica, falta de clareza quanto às especificações técnicas, dificuldade de acesso a informações e o alto investimento necessário para transição de modelos dificultam a implementação do sistema cage-free. "A partir do apoio fundamental de todos os setores envolvidos, além da iniciativa pública e da sociedade civil, queremos garantir meios pelos quais esses desafios sejam enfrentados", diz o executivo. 

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