Carrefour teria voto de minerva para decisões estratégicas em nova empresa

Segundo a Estater, caso proposta seja concretizada, a partir de 2013, empresa terá voto de minerva em decisões como aquisições e distribuição de dividendos

Altamiro Silva Júnior e Rodrigo Petry, da Agência Estado,

28 de junho de 2011 | 10h35

O Carrefour terá papel importante na empresa que surgirá após a fusão do Pão de Açúcar com a filial brasileira, caso a proposta seja concretizada. A partir de 2013, terá voto de minerva para decisões estratégicas, como aquisições e distribuição de dividendos, no Novo Pão de Açúcar (NPA).

Também a partir de 2013, o conselho de administração do Carrefour na França, composto por 12 membros, terá 3 representantes da NPA, além de 3 do Blue Capital (controlador da rede de supermercados francesa) e 6 independentes. Este modelo foi apresentado em coletiva à imprensa na manhã desta terça-feira, 28.

Os representantes do NPA ainda não foram definidos, segundo Pércio de Souza, sócio fundador da Estater, butique financeira que está estruturando a operação.

O NPA será o maior acionista individual do grupo Carrefour, com 11,7% do capital, podendo chegar a 16% caso exerça seu direito de preferência. Pelo modelo, o NPA terá quatro vagas em comitês de estudos da varejista francesa e terá direito de indicar o presidente do comitê estratégico. Além deste comitê, a companhia terá participação nos comitês de remuneração, nomeação e auditoria.

Caixa

O NPA (Novo Pão de Açúcar) nasce com caixa de R$ 5,7 bilhões. Esses recursos virão a partir de aportes da BNDESPar, braço de participações do BNDES, e do Gama, fundo de private equity do BTG Pactual, segundo o sócio da Estater, Pércio Souza. A gestão será compartilhada. Os executivos serão indicados pelo NPA e serão compostos de pessoas do Pão de Açúcar e do Carrefour no Brasil.

A BNDESpar vai fazer um aporte de 1,7 bilhão de euros, com compra direta de ações do NPA. O BTG entrou na mesma operação com aporte de 300 milhões de euros em ações. Além disso, o Gama  fez um financiamento de 500 milhões de euros para o NPA, em uma operação de dívida. O capital total da nova empresa dá 2,5 bilhões de euros, que convertidos para real resultam nos R$ 5,7 bilhões. 

(Texto atualizado às 12h36)

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