Casino indica Iabrudi para conselhos de GPA e ViaVarejo

O Grupo Casino, controlador do Pão de Açúcar, indicou seu diretor e representante no Brasil, Ronaldo Iabrudi, para os conselhos de administração do Grupo Pão de Açúcar (GPA) e da ViaVarejo, substituindo Jean-Louis Bourgier e Abilio Diniz, respectivamente.

VANESSA STECANELLA, Agencia Estado

18 de julho de 2013 | 20h29

De acordo com fontes, o Casino teria enviado nesta quinta-feira, 17, uma correspondência para os presidentes dos conselhos de administração do GPA, Abilio Diniz, e da ViaVarejo, Michael Klein, indicando o novo membro. No entanto, a aprovação ainda depende de trâmites legais, como deliberação em reunião dos conselhos e assembleias gerais extraordinárias (AGE) das duas companhias, que devem ser convocadas nas próximas semanas.

Em junho, o Casino anunciou a contratação do psicólogo Ronaldo Iabrudi para assumir suas operações no Brasil. O executivo de 58 anos já foi presidente do conselho de empresas como Lupatech, Contax e Telemar, além de presidente executivo da Magnesita, Telemar (hoje Oi) e Ferrovia Centro Atlântica.

Na ocasião, o grupo francês explicou que o executivo poderia contribuir no relacionamento com o governo, com os órgãos reguladores e com a comunidade empresarial brasileira, trabalhando fora do Pão de Açúcar, no escritório do próprio Casino, em São Paulo. A indicação de um representante no Brasil ocorre 14 anos após o grupo francês entrar no mercado brasileiro, em meio a uma batalha travada entre o presidente do Casino, Jean-Charles Naouri, e o ex-controlador do GPA, Abilio Diniz.

Iabrudi não tem experiência em grandes redes varejistas, mas atuou em empresas em períodos críticos, de conflitos societários e grandes reestruturações. Ele também traz uma experiência em negociações com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) - Lupatech e Magnesita, por exemplo, receberam aportes do banco durante sua gestão.

O conflito entre Abilio e Nouri começou em 2011, quando o empresário brasileiro negociou a fusão do Pão de Açúcar com o Carrefour no Brasil - um negócio que recebeu, inicialmente, apoio do BNDES. O banco estatal, no entanto, retirou seu apoio ao negócio depois que as desavenças entre os sócios vieram à tona.

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