Caso a Selic suba, Brasil poderá liderar ranking das maiores taxas

Se o juro subir 0,25 ponto porcentual, o Brasil passaria a ter a mesma taxa da Índia

Francisco Carlos de Assis, da Agência Estado,

17 de abril de 2013 | 15h25

SÃO PAULO - O Brasil poderá realizar na noite desta quarta-feira, 17, a proeza de, no mínimo, empatar com a Índia e dividir com o país da Ásia Meridional a liderança no ranking das maiores taxas de juros nominais do mundo. A Índia, segundo levantamento feito por um economista de um branco brasileiro com base em dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial, tem como referência de sua economia uma taxa básica de juros de 7,50% ao ano.

Como o Brasil opera atualmente com uma taxa nominal de juro à razão de 7,25% ao ano, caso o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) eleve a Selic nesta quarta-feira apenas em 0,25 ponto porcentual, o Brasil passará a ter a mesma taxa indiana. Com isso, diz a fonte, caso o BC aumente o juro hoje, o País será o primeiro do mundo a iniciar o ciclo de aperto monetário. "Não há registro de nenhum aumento de juros no mundo desde setembro de 2012, quando o Banco Central da Rússia aumentou a sua taxa. Todos os movimentos de juros no mundo foram de redução ou de estabilidade", observa.

Como há ainda no mercado uma corrente de analistas que acredita na possibilidade de o ajuste na taxa de juro brasileira chegar a 0,50 ponto porcentual, a Selic poderá passar a 7,75% ao ano, superando em 0,25 ponto porcentual a taxa básica de juro praticada pela Índia. Segundo o FMI e o Banco Mundial, do ponto de vista dos juros reais (descontada a inflação), o Brasil já é líder mundial absoluto. Está na primeira posição com 2,78% e tende a superar os 3% hoje.

"Ou seja, enquanto o mundo se assusta com a fraca atividade econômica (ainda mais fraca no Brasil do que em outros países), reduzindo juros ou fazendo expansão quantitativa como o Japão, o BC pensa em aumentar juros visando uma desaceleração da economia no Brasil", disse a fonte.

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