CCR pode entrar no setor ferroviário, diz executivo

A CCR estuda a possibilidade de estrear no setor ferroviário de transporte de cargas. Isso pode ocorrer no papel de concessionária responsável pela construção das novas ferrovias, por meio de Parcerias Público Privadas (PPPs), conforme novo modelo do setor ferroviário anunciado no pacote de investimentos divulgado pelo governo federal em 15 de agosto.

SILVANA MAUTONE, Agencia Estado

28 de setembro de 2012 | 13h49

Outra possibilidade é ser operadora de cargas. A afirmação foi feita nesta sexta-feira (28) por Ricardo Castanheira, vice-presidente de Relações Institucionais da CCR. "Estamos analisando as duas alternativas: a de investidor-operador da infraestruturra física e a do transportador independente. Ainda estamos entendendo o modelo novo, mas estamos muito interessados", disse.

Segundo ele, a empresa tem também interesse nas concessões rodoviárias anunciadas, além das licitações da BR-040 e da BR-016, que já passaram pelo processo de audiência pública. No caso de portos, porém, ainda não tem interesse.

Com relação ao setor aeroportuário, ele reafirmou que a empresa mantém interesse em participar das próximas licitações no Brasil. No exterior, a empresa formou um consórcio com a também brasileira Odebrecht Transport e com a portuguesa Brisa (que já foi sua sócia no Brasil) para participar da privatização da operadora aeroportuária portuguesa Ana, que possui dez aeroportos. "Cada um tem participação de um terço no consórcio", afirmou. A previsão do governo de Portugal é realizar a licitação até o fim deste ano.

Castanheira disse ainda que a CCR já entregou suas sugestões para o edital do Trem de Alta Velocidade (TAV), cujo prazo para o recebimento das contribuições se encerra nesta sexta, às 18 horas. Ele não deu detalhes, porém, das sugestões apresentadas.

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