Cemig quer aquisições na área de distribuição

A Cemig está buscando oportunidades de aquisição na distribuição de energia, afirmou na quinta-feira o diretor de finanças e relações com investidores da companhia, Luiz Fernando Rolla. ?Entendemos que há espaço para crescimento?, disse ele, durante teleconferência com analistas e investidores.

LUCIANA COLLET, Agencia Estado

17 de agosto de 2012 | 10h53

Segundo o executivo, o interesse se concentra principalmente em ativos que tenham sinergia com as operações atuais da companhia, que atua em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, por meio de sua controlada Light. ?Distribuição é escala. Se não tiver escala, não se consegue entregar a performance exigida pelo regulador?, justificou.

Apesar da disposição em expandir a distribuição, Rolla também comentou que a companhia tem procurado concentrar boa parte do fluxo de caixa nos segmentos de geração e transmissão, por terem mais previsibilidade, tendo em vista os contratos de longo prazo que são assinados nesses segmentos. ?Na distribuição, a volatilidade é um pouco maior em função da regulação a que o segmento está sujeito?, justificou.

Por isso, o executivo garantiu que a Cemig segue com intenção de crescer por meio de aquisições também nos segmentos de geração e transmissão, onde tem sido mais atuante como consolidador ao longo dos últimos anos. Além disso, Rolla destacou a intenção de investimento em novos projetos, citando particularmente os futuros leilões do Complexo Tapajós, que prevê capacidade instalada de 10,682 mil MW.

Já o diretor presidente da Cemig, Djalma Bastos de Morais, afirmou que 10% das obras de Belo Monte já estão prontas e que atualmente a companhia, junto com os demais acionistas da hidrelétrica, está procurando resolver os problemas enfrentados recentemente. ?Em Belo Monte estamos com alguns problemas, mas problemas sempre existiram e vão existir, o que precisamos é superá-los. Foi isso que fizemos com (a usina) Santo Antonio, é isso que estamos procurando fazer.?

Na segunda-feira a 5ª Turma do Tribunal Regional Federal 1ª Região (TRF1) determinou a paralisação imediata das obras, sob pena de multa diária de R$ 500 mil, até que se cumpram as determinações da Constituição e da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que determina audiências prévias com as comunidades indígenas da região. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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