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Cemig triplica lucro líquido em 2017, para R$ 1 bilhão

Receita líquida da companhia somou R$ 21,711 bilhões, aumento de 15,6% sobre o ano anterior.

Luciana Collet, O Estado de S.Paulo

29 Março 2018 | 10h24

O lucro líquido da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) no ano de 2017 cresceu 199%, para R$ 1,002 bilhão, de R$ 335 milhões em 2016. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, ou Lajida, em português) foi a R$ 3,492 bilhões no ano, um aumento de 32,4% sobre o ano anterior. A margem também cresceu, de 14,05% em 2016 para 16,09% em 2017.

A receita líquida somou R$ 21,711 bilhões, aumento de 15,6% sobre o ano anterior.

A receita de construção e infraestrutura caiu 6,2%, para R$ 1,119 bilhão, a qual a companhia diz que foi integralmente compensada pelos custos de construção, no mesmo valor, e corresponde ao investimento das Controladas, no exercício, em ativos vinculados à concessão.

A quantidade de consumidores faturados cresceu para 8,347 milhões, de 8,260 milhões em 2016.

Dívida. A Cemig encerrou o ano de 2017 com um endividamento consolidado de R$ 14,297 bilhões, montante 5,15% menor que os R$ 15,179 bilhões de 2016. Ao mesmo tempo em que reduziu ligeiramente suas dívidas, a companhia melhorou o prazo médio de seus compromissos, que passaram dos 2,8 anos anotados no final de 2016 para 4,1 vezes no final do ano passado.

A redução, salientou a administração em mensagem que acompanha as demonstrações financeiras, reflete as iniciativas de gestão da dívida, com a captação de recursos no exterior, no montante de US$ 1 bilhão e vencimento em 2014, e o reperfilamento de R$ 3,4 bilhões. "Essas duas iniciativas, em conjunto, equilibraram o fluxo de caixa, alongaram o prazo médio das dívidas, além de aprimorar a nossa qualidade de crédito", diz a mensagem.

Além da melhora da liquidez e redução do endividamento, a administração da companhia comentou seu plano de desinvestimento, lançado em junho de 2017, visando contribuir para a melhoria do endividamento. No entanto, dos R$ 8,046 bilhões em ativos colocados à venda, apenas R$ 1,76 bilhão foram efetivamente negociados. Ainda assim, a companhia reiterou a expectativa de sucesso de, no mínimo, 50% dos ativos listados até o primeiro semestre de 2018.

"Apesar das dificuldades e complexidades inerentes aos processos de alienação, estamos confiantes de que as ações que estamos realizando trarão resultados positivos em 2018, o que permitirá a redução de forma mais acentuada e acelerada da alavancagem da Companhia", comentou.

A direção da Cemig também lembrou que ao longo do ano passado as agências de classificação de risco rebaixaram as notas de crédito da companhia e suas subsidiárias Cemig D e Cemig GT, "com base em suas percepções sobre o andamento dos planos de desinvestimentos e de reperfilamento da dívida". No entanto, a empresa disse esperar uma melhoria nos ratings neste ano por conta das ações realizadas até o final de 2017, de melhoria do perfil do endividamento.

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