CEO da Alstom diz que Siemens pode 'sonhar' com troca de ativos

O presidente-executivo da Alstom, Patrick Kron, disse nesta quinta-feira em conferência a investidores na Alemanha que a Siemens poderia "sonhar" com a troca de ativos com a empresa francesa, mas que uma decisão cabe aos acionistas.

REUTERS

19 de junho de 2014 | 10h32

O conselho da Alstom terá de escolher até segunda-feira entre a oferta em dinheiro de 12,4 bilhões de euros (16,8 bilhões de dólares) pelo seu braço de energia propostos pela General Electric, oferta que ainda pode ser melhorada, e a proposta rival da Siemens e da japonesa Mitsubishi Heavy Industries (MHI).

As duas propostas são de naturezas muito diferentes: enquanto a Siemens levaria apenas o braço de turbinas a gás da Alstom e a MHI levaria participações minoritárias em outras atividades de energia, a GE quer toda a unidade de energia da Alstom, que inclui energia térmica, energia renovável e unidades de redes, responsáveis por 70 por cento de sua receita.

Fontes próximas à Alstom dizem que oferta da GE foi a única a ter força nesta fase, apesar de a Siemens defender que a sua proposta com MHI avalia o braço de energia da Alstom em 14,2 bilhões de euros, quase 2 bilhões de euros a mais do que a da GE.

"Eles querem as nossas atividades de gás... e nós devemos ter o seu negócio de transporte... Bem, eles estão autorizados a sonhar", disse Kron em seminário sobre investimentos oferecido pela Exane na quarta-feira, escreveu em nota a casa de investimento com sede em Paris.

"No final do dia, apesar de algumas impressões em contrário, serão os acionistas que decidirão", acrescentou.

Procurada, a Alstom não comentou o assunto.

(Por Dominique Vidalon e Yann Le Guernigou)

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