Jonathan Ernst/Reuters
Jonathan Ernst/Reuters

CEO da Intel afirma que escassez global de chips deve durar até 2024

A empesa registrou queda nas vendas trimestrais em meio a uma desaceleração na compra de PCs

Da Redação, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2022 | 20h43

O CEO da Intel, Pat Gelsinger, disse que a escassez de chips durará mais do que o esperado, já que a gigante de semicondutores relatou uma queda nas vendas trimestrais em meio a uma desaceleração na compra de PCs. 

A empresa lucrou bastante com a mudança para o trabalho e o aprendizado remotos, o que gerou um frenesi de compras de desktops e laptops, muitos deles usando chips da Intel. 

As remessas de PCs caíram cerca de 5% no primeiro trimestre, de acordo com estimativas da International Data, sugerindo que uma onda de demanda de dois anos pode ter atingido o pico.

A divisão que lida com chips para PCs viu as vendas caírem 13%, para US$ 9,3 bilhões, no balanço divulgado hoje. Gelsinger disse que a desaceleração foi causada principalmente pela queda na demanda do consumidor por PCs de baixo custo, enquanto a demanda corporativa por computadores permaneceu forte. 

O CEO disse que a escassez global de chips que ele previu anteriormente que se estenderia até 2023 agora provavelmente durará ainda mais, já que os fabricantes lutam para comprar equipamentos suficientes e aumentar a produção para atender à demanda.   

"Acreditamos que a escassez vai durar até 2024 agora", afirmou ele. "Em parte, isso é uma declaração de oferta, porque vimos que a escassez de equipamentos está realmente afetando a capacidade da indústria em geral de aumentar a oferta no ritmo que pensávamos anteriormente". 

Gelsinger disse, no entanto, que esses desafios não vão atrapalhar a expansão da indústria que ele está liderando, que inclui grandes novas fábricas nos EUA e na Europa nos próximos anos. / Dow Jones Newswires

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