Cerca de US$ 1,2 bilhão de clientes da MF Global teriam desaparecido

Valor é o dobro da projeção divulgada inicialmente; segundo porta-voz do grupo, devolver o dinheiro dos clientes é o objetivo principal da empresa

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

21 de novembro de 2011 | 19h13

O responsável por fiscalizar o desmonte da corretora MF Global Holdings, James W. Giddens, anunciou que mais de US$ 1,2 bilhão em fundos de clientes podem ter desaparecido da companhia. O valor é o dobro da estimativa divulgada inicialmente, mas ainda é preliminar "e pode mudar", acrescentou.

A MF Global recusou-se a comentar o assunto, assim como a Comissão de Negócios com Futuros de Commodities (CFTC, em inglês).

Giddens está devolvendo aos poucos o dinheiro de clientes da MF Global com a aprovação de um tribunal de falência desde 31 de outubro, quanto a corretora pediu concordata. A revelação de hoje, no entanto, lança uma aparente dúvida sobre se os ex-clientes da MF Global conseguirão receber 100% de seus ativos no curto prazo.

Segundo Kent Jarrell, porta-voz do grupo fiduciário comandado por Giddens, devolver na íntegra o dinheiro dos clientes continua sendo o objetivo principal, mas ressaltou que cumprir essa meta "dependerá de quantas propriedades poderão ser identificadas e colocadas sob o controle" do grupo.

Até o momento, foram distribuídos US$ 1,5 bilhão em colateral para os clientes e US$ 520 milhões em dinheiro após uma decisão do tribunal de falências na semana passada. Como o grupo fiduciário possui controle sobre um total de US$ 3,7 bilhões, ainda restariam cerca de US$ 1,6 bilhão para distribuir, de acordo com Giddens.

O próximo passo será distribuir os recursos de forma a devolver 60% do valor total às contas de clientes da corretora. Giddens afirmou que essa etapa precisará ser aprovada pelo tribunal e será feita em cooperação com os reguladores federais e operadoras de bolsas. As transferências, segundo ele, devem ocorrer no início de dezembro.

Apesar disso, recuperar 60% do valor de todas as contas exigirá de US$ 1,3 bilhão a US$ 1,6 bilhão, número que representam praticamente "todos os ativos" gerenciados no momento. "O grupo fiduciário não tem acesso a outros recursos que não sejam os US$ 1,6 bilhão e está muito próximo de exaurir os recursos gerenciados."

As informações são da Dow Jones.

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