Cessão onerosa pode incluir outras áreas além de Franco, diz ANP

Agência reguladora não confirmou a fixação do preço de US$ 8 por barril, o que levaria ao valor total de US$ 40 bilhões para a cessão onerosa

Irany Tereza, da Agência Estado,

26 de agosto de 2010 | 12h58

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, disse à Agência Estado, que nesta quarta-feira, 25, em Brasília, na reunião entre representantes da ANP, Petrobrás e ministérios como Casa Civil, Minas e Energia e Fazenda, chegou-se a mais de uma alternativa sobre o preço do barril e a(s) área(s) de onde virão os 5 bilhões de barris da cessão onerosa.

Além da área de Franco, já definida, Lima disse que estão sendo estudadas hipóteses de complementação com as áreas de Libra, Iara, Tupi Nordeste e Guará, todos na Bacia de Santos. "O que se percebeu é que o clima está muito bom. Existem pontos de convergência e a discussão avançou. Mas ainda não há uma definição exata nem de preço nem de valor e não creio que saia ainda hoje", declarou.

Lima não confirmou a fixação do preço de US$ 8 por barril, o que levaria ao valor total de US$ 40 bilhões para a cessão onerosa. "O que já disse sobre isso, há uns 15 dias, é que US$ 5 ou US$ 6 seria baixo; acima de US$ 8 me parece razoável", afirmou. Segundo ele, na segunda-feira a certificadora contratada pela ANP, a Gaffney Cline & Associates, entregará o relatório final com a sua avaliação. A agência não irá divulgá-lo, mas encaminhará o material aos ministérios de Minas e Energia, Fazenda e Casa Civil. "Ontem, não apresentamos relatório. As exposições foram orais", comentou.

O diretor da ANP sustentou que a área de Franco tem potencial de 4,5 bilhões de barris de óleo, mas reconheceu a certificadora contratada pela Petrobrás, a DeGolyer and MacNaughton, teve avaliação divergente. "Chegamos a algumas hipóteses de preço e volume. Poderemos recorrer a outras áreas, além de Franco, mas estamos ainda avaliando volumes de cada uma. Pode ser Guará, Tupi Nordeste, Iara, Libra, enfim. As diferenças (entre as duas certificadoras) eram muitíssimo grandes e estamos caminhando para uma convergência."

De acordo com Haroldo Lima, uma reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) chegou a ser cogitada para hoje, mas foi desmarcada ontem, ao final da reunião, para que os pontos de convergência fossem definidos. 

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