Cesta de moedas de referência do yuan engloba cerca de 20 divisas

 Presidente do banco central chinês não identificou as moedas e nem o peso delas na cesta

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

28 de janeiro de 2011 | 09h48

A cesta de moedas que a China usa como referência para a taxa de câmbio do yuan engloba cerca de 20 moedas de economias desenvolvidas e emergentes, afirmou o presidente do Banco do Povo da China (PBOC, em inglês), Zhou Xiaochuan.

"A China levantou a ideia de usar uma cesta de moedas em 2005 durante a reforma do mecanismo da taxa de câmbio. (Metade) da cesta é composta por 10 moedas de países desenvolvidos, e a outra metade, por moedas de economias emergentes", disse Zhou numa entrevista publicada no jornal Financial News.

O presidente do banco central chinês não identificou as moedas e nem o peso delas na cesta, mais seus comentários marcam a saída de prática padrão de autoridades do governo da China de não fornecer detalhes sobre a cesta de moedas. O país não revela oficialmente os componentes da cesta de moedas que serve de referência para o yuan.

O presidente do PBOC disse também que concorda que uma flexibilidade maior do yuan ajudar a reduzir as pressões inflacionárias de produtos importados na China. Mas Zhou ressaltou: "nós precisamos considerar vários aspectos quando decidimos a política cambial".

Uma flexibilidade maior da taxa de câmbio pode afetar os preços ao consumidor da China por meio de mudanças nos preços dos produtos importados, mas há outras formas de olhar para estes efeitos, afirmou Zhou, sem dar mais detalhes.

A inflação tornou-se prioridade para os formuladores de políticas públicas chineses nos últimos meses. O índice de preços ao consumidor subiu 4,6% em dezembro, desacelerando em relação a alta de 5,1% - a maior taxa em 2 anos - em novembro, mas autoridades do governo chinês e economistas alertaram que as pressões inflacionárias continuarão elevadas nos próximos meses.

Uma valorização mais rápida do yuan poderá ajudar a conter a inflação, mas a moeda chinesa subiu somente 3,7% em relação ao dólar desde junho, quando a China encerrou efetivamente dois anos de fixação do yuan ao dólar.

Respondendo a uma pergunta sobre se o banco central chinês prefere usar a taxa de reserva de capital do que a taxa de juros como medida de política monetária, Zhou disse: "O PBOC sempre presta muita atenção ao papel da política da taxa de juros no controle macroeconômico". No entanto, disse ele, "nós precisamos considerar as situações econômicas, bem como os papéis positivo e negativo das medidas de ajuste da taxa de juros".

A China elevou as taxas de juros em 0,25% em outubro e em dezembro, mas aumentou a taxa de reserva de capital para os bancos seis vezes no ano passado e uma vez neste ano.

A inflação alta conduziu a taxas de juros reais negativas na China, levando parte dos economistas a pedirem que o governo eleve os juros para resolver o problema.

As informações são da Dow Jones.

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