Hélvio Romero/ Estadão
Hélvio Romero/ Estadão

Cetip vence o prêmio Broadcast Empresas

Dez premiadas tiveram rentabilidade sobre patrimônio bem acima da média do mercado

O Estado de S.Paulo

07 Julho 2016 | 05h00

Num ano de recessão econômica, inflação elevada e em que a bolsa brasileira apresentou queda expressiva, um grupo de dez empresas, dos mais diferentes ramos de atuação, conseguiu gerar retorno positivo aos seus investidores. Enquanto o Ibovespa teve baixa de 13,3% em 2015, as vencedoras da 16.ª edição do Prêmio Broadcast Empresas, realizado pela Agência Estado em parceria com a consultoria Economática, apresentaram lucratividade muito superior ao conjunto das companhias brasileiras de capital aberto em 2015.

Dentro deste cenário, as três empresas mais bem colocadas foram a Cetip, vencedora, Ambev e Ultrapar.

Em um dos indicadores avaliados no ranking, o ROE, que mede a rentabilidade sobre patrimônio, as dez primeiras do ranking alcançaram média de 24,4%, ante 5,6% de todas as empresas de capital aberto do País, exceto bancos.

“Nossas campeãs foram bem melhor do que o geral, contrariando a tendência ruim do País, que aliás é lanterna em ROE na América Latina e EUA”, afirma o presidente da Economática, Fernando Exel, citando que, pelas contas da consultoria, esse porcentual (5,6%) foi o mais baixo entre todos os países da região em 2015.

“Esta premiação Broadcast Empresas talvez seja a mais importante nos seus 16 anos de história, por ter sido tão difícil alcançar bons resultados com a recessão econômica e a crise política gerando desafios e indefinições para quase todos os setores. As empresas premiadas comprovaram, através de sua competência e boa governança, serem os melhores investimentos na BM&FBovespa”, afirma o diretor geral da Agência Estado, Daniel Parke.

Longo prazo. A grande vencedora do levantamento referente a 2015 foi a Cetip, que, dentro de sua estratégia de diversificação não deixou de investir em projetos, mesmo diante da crise e em um momento em que se prepara para a fusão com a BM&FBovespa.

“O ano de 2015 foi marcado pela contínua vontade de desenvolver novos negócios, que garantirão o crescimento da empresa no futuro”, afirmou o diretor-presidente da Cetip, Gilson Finkelsztain.

O diretor executivo Financeiro, Corporativo e de Relações com Investidores da Cetip, Willy Jordan, destaca que a nova empresa que virá, fruto da fusão, criará uma infraestrutura única e consolidada para o mercado. “Será criada uma empresa de classe mundial e muito robusta”, frisa o executivo. A fusão, já aprovada pelos acionistas, ainda depende de aprovações dos reguladores.

Ambev e Ultrapar completam o “pódio” das campeãs na premiação, em segundo e terceiro lugares, respectivamente.

Investimentos. A manutenção dos investimentos e a busca por mais eficiência foram marcas da maioria das companhias mais bem colocadas no Prêmio Broadcast Empresas. “As empresas premiadas tiveram a coragem de investir e olhar para o futuro, mesmo em um ano com tantas incertezas políticas e econômicas. Foram na contramão da crise e conseguiram garantir bons retornos para seus acionistas”, diz a editora-chefe do Broadcast, Teresa Navarro.

O levantamento, que chega à sua 16.ª edição, mostra que fez bom negócio na Bolsa o investidor que optou por empresas com bom histórico operacional e foco nas metas de longo prazo. Das dez mais bem colocadas na edição anterior, seis voltam a figurar no grupo de destaque agora: Cetip (1.º) – também destaque na categoria especial Novo Mercado –, além de Ambev (2.º), Odontoprev (5.º) – que novamente recebe o prêmio na categoria especial Small Cap –, Lojas Renner (8.º), Weg (9.º) e BRF (10.º). A Fibria leva, nesta edição, o prêmio de Sustentabilidade e também aparece em quarto lugar no ranking geral.

Em relação a 2016, as empresas vencedoras dizem estar preparadas para o cenário adverso, com a manutenção das iniciativas de eficiência de gestão, como corte de custos, e também sem abrir mão de investimentos em novos projetos, vários deles de diversificação geográfica ou de portfólio.

O Prêmio Broadcast Empresas relativo ao ano de 2015 teve participação de 184 companhias com ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e selecionadas por terem patrimônio líquido acima de R$ 10 milhões, divulgado seus balanços no prazo previsto em lei e estarem em dia com seus credores no período analisado.

Metodologia. A metodologia avalia sete indicadores que fazem parte do dia a dia dos investidores e profissionais do mercado financeiro. As menores pontuações representam as melhores posições. Dessa forma, a primeira colocada em liquidez, por exemplo, recebe a nota 1. Para chegar ao resultado final, é feita uma média dos pontos obtidos em sete critérios: variação da rentabilidade patrimonial; pagamento de dividendos em relação ao patrimônio; índice preço/lucro (PL); preço/valor patrimonial da ação (P/VPA); oscilação da ação; volatilidade da ação; e liquidez. Cada empresa é representada pela sua ação mais líquida (ON ou PN).

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