Chevron e YPF conversam sobre cooperação na Argentina

O presidente da Chevron para África e América Latina, Ali Moshiri, afirmou que tem interesse em se associar com a petrolífera argentina YPF no projeto de exploração e produção de combustíveis não convencionais, na área denominada Vaca Muerta, na província de Neuquén, considerada a terceira maior potencial reserva mundial de gás e óleo de xisto. A declaração foi feita após longa reunião com o CEO da YPF, Miguel Galuccio, nesta sexta-feira, em Buenos Aires, na qual "exploraram a possibilidade de um acordo estratégico", segundo informou nota oficial da companhia local.

MARINA GUIMARÃES, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

24 de agosto de 2012 | 12h09

O comunicado disse que ambos "acertaram um trabalho de cooperação em projetos de recuperação terciária em poços maduros e no desenvolvimento de petróleo e gás não convencional". "Dialogamos concretamente sobre diferentes alternativas de cooperação, afirmou Galuccio após o encontro. O executivo disse que a YPF deseja sócios com "o peso e a experiência de uma companhia mundial como a Chevron, com especialidade única em projetos de recuperação terciária e de shale (xisto)".

Apesar das declarações e de várias conversas de Galuccio com empresas estrangeiras, nenhuma se traduziu em investimentos concretos, até o momento, desde que a companhia teve 51% de suas ações estatizadas em maio. O mercado estima que a exploração de Vaca Muerta exija investimentos de US$ 35 bilhões nos próximos cinco anos, o equivalente a US$ 7 bilhões anuais. A fonte desses recursos não foi revelada.

Na quinta-feira Galuccio anunciou que a YPF planeja investir US$ 277 milhões nos próximos quatro anos para perfurar 250 poços exploratórios adicionais com o objetivo de ampliar a busca de petróleo e gás em áreas não tradicionais em outras províncias fora das fronteiras tradicionalmente produtoras de petróleo.

Galuccio também não revelou qual será a fonte de recursos para esse projeto. Porém, recentemente, a companhia informou que sua diretoria aprovou a emissão de dívida no valor de 3,5 bilhões de pesos (cerca de US$ 758 milhões). A primeira parte, segundo fontes do mercado ouvidas pela AE, seria no valor de US$ 217 milhões junto a um consórcio de bancos locais. No dia 30, ele vai apresentar o plano estratégico da companhia para aumentar a produção de petróleo e gás nos próximos cinco anos.

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