Chevron investe R$ 2 mi em formação profissional no Rio

A Chevron assinou hoje com a PUC-Rio seu primeiro convênio no Brasil para investir na capacitação de profissionais para atuar na área do petróleo. Os investimentos em bolsas para estudantes ao longo de três anos e principalmente em equipamentos para os laboratórios da universidade serão de R$ 2 milhões. Segundo o presidente da petroleira norte-americana, George Buck, que esteve no Rio para a assinatura do documento, esta é sexta parceria que a companhia possui no mundo na área de formação de profissionais.

KELLY LIMA, Agencia Estado

23 de fevereiro de 2011 | 16h22

Para o executivo, que evitou falar diretamente com a imprensa, vários projetos exigem parcerias tecnológicas para serem desenvolvidos devido à sua complexidade, como é o caso do campo de Papa-Terra, em que a empresa possui 37,5% em área operada pela Petrobras na Bacia de Campos. Em Papa-Terra será utilizada pela primeira vez no Brasil uma plataforma do tipo TLWP, ligada ao navio-plataforma FPSO. A plataforma, já utilizada pela Chevron em outras localidades no mundo, vai processar o óleo muito pesado antes de enviá-lo para seu tratamento normal no FPSO.

De acordo com Sérgio Fontoura, coordenador do Grupo de Tecnologia e Engenharia de Petróleo da PUC-Rio, o Brasil precisará formar anualmente cerca de 500 engenheiros de petróleo para atender a todas as áreas de exploração e produção nos próximos anos.

"Não falo apenas de engenheiros de perfuração, reservatórios ou de produção, que são os clássicos, mas de todos os tipos muito específicos", comentou, lembrando que há um gargalo a ser resolvido para não impedir o desenvolvimento da indústria do petróleo no País nos próximos anos. Segundo a responsável pelo setor de Recursos Humanos da Chevron, Carla Uchoa, parte deste treinamento tem sido feito com intercâmbio entre profissionais brasileiros e estrangeiros.

A Chevron hoje atua no Brasil com produção no campo de Frade, que recebeu investimentos de US$ 3 bilhões. A participação da companhia é de 51,7%. A Petrobras tem 30% da área e o restante, ou 18,26%, pertence a acionistas japoneses reunidos na Frade Japão Petróleo Ltda. A companhia ainda possui participações nos campos de Papa-Terra e Maromba, operados pela Petrobras e Oliva e Atlanta, operados pela Shell, todos na Bacia de Campos.

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