Chevron pode rever plano de contigência após vazamento

Presidente da petroleira norte-americana estimou o vazamento de óleo no Campo de Frade em 2.400 barris

Clarissa Thomé e Sergio Torres, da Agência Estado,

21 de novembro de 2011 | 16h21

Em entrevista tensa, em que ameaçou deixar a sala de reuniões por três vezes, o presidente da Chevron do Brasil, George Buck, admitiu que pode rever o plano de contingência da empresa, depois do vazamento de óleo no Campo de Frade. Um dos problemas observados foi a demora para envio de equipamentos e da lama pesada usada para interromper o vazamento, que estavam no Rio de Janeiro. "Temos uma cooperação muito boa com a Petrobrás, que disponibilizou a base de Macaé para que tivéssemos mais agilidade, mas a lama pesada saiu da base no Rio de Janeiro", afirmou o presidente.

Buck não deu prazos para a segunda etapa do encerramento do poço em que houve o vazamento. "Está por vir", declarou.  O vazamento, que  teve início em 7 de novembro, foi reportado pela Petrobrás no dia seguinte e confirmado pela Chevron na tarde do dia 9.

O presidente da petroleira norte-americana estimou o  vazamento de óleo no campo de Frade em 2.400 barris. Ele negou que a empresa, no trabalho de contenção do vazamento, tenha jateado areia na tentativa de empurrar o petróleo para o fundo do mar.

"Não utilizamos nem areia, farinha ou nem um outro produto dispersante. Usamos apenas recolhimento do óleo e dispersão mecânica", disse ele.

O vazamento começou no último dia 8 e ainda não foi contido. Esta semana a Chevron deve ser multada em pelo menos R$ 100 milhões pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pelo governo do Estado do Rio.

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