Rogerio Santana/Reuters
Rogerio Santana/Reuters

Chevron será auditada por empresa internacional

Segundo o secretário estadual de Ambiente, Carlos Minc, a petrolífera terá que pagar os serviços da consultoria, que devem custar em torno de US$ 5 milhões

Daniela Amorim e Luciana Collet, da Agência Estado,

25 de novembro de 2011 | 12h39

A companhia petrolífera norte-americana Chevron será notificada nesta sexta-feira, 25, sobre a realização de uma auditoria internacional em suas operações de exploração no litoral do Rio de Janeiro. A informação foi dada pelo secretário estadual de Ambiente, Carlos Minc.

Minc disse que a Chevron terá que pagar o serviço de auditoria, que será feito por uma empresa de consultoria internacional. O valor gira em torno de US$ 5 milhões.

"A auditoria será feita também nas outras empresas (petrolíferas) que operam no Rio de Janeiro", afirmou Minc, após participar do Seminário Nacional de Energia Solar, na sede da Fecomercio-RJ. "Elas serão notificadas logo em seguida".

O secretário afirmou que o procedimento de auditoria já foi conduzido com outras empresas que ofereciam risco ao meio ambiente, como a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

A Chevron foi responsável por um vazamento de óleo no Campo de Frade, na Bacia de Campos, a cerca de 120 km do litoral norte do Estado do Rio de Janeiro. O óleo vaza há pelo menos 17 dias no oceano, e a companhia acabou multada e proibida de fazer novas perfurações no País.

'Chevron é quem fala sobre a operação'

O presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, preferiu não se pronunciar sobre se a estatal terá de arcar com parte da multa que deve ser aplicada à Chevron pelo vazamento de petróleo no campo de Frade, no Rio De Janeiro. A estatal detém uma participação de 30% no poço, que é operado pela companhia norte-americana. "A Petrobrás tem uma participação em um campo em que a Chevron é operadora. Pelo contrato, a Chevron é quem fala sobre a operação", disse.

Gabrielli também defendeu o fortalecimento de um plano nacional de defesa contra acidentes "fora da indústria", no âmbito das forças armadas e dos estados, e que na avaliação do executivo, está avançando. "Isso não significa que terá equipamentos disponíveis, mas significa que haverá capacidade de mobilizar rapidamente equipamentos que estão sendo utilizados para outras coisas, os equipamentos de stand by estão mais ou menos definidos", comentou.

O executivo também foi questionado a respeito do impacto do vazamento na discussão em torno dos royalties. "Royalty é uma contribuição que a indústria faz porque é um produto que é exaurível ao longo do tempo. Não é um pagamento por acidentes que eventualmente ocorram. Os acidentes são compensados com multas e penalidades especificas", comentou.

 

(Texto atualizado às 14h17)

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