Chevron tem lucro de US$ 6,47 bilhões no 1º trimestre

Empresa informou que se beneficiou com o aumento nos preços do petróleo do tipo Brent e custos menores; sobre vazamento no Brasil, empresa se diz confiante em resultado positivo de revisão

Álvaro Campos, da Agência Estado,

27 de abril de 2012 | 12h34

A Chevron divulgou nesta sexta-feira, 27, que teve lucro líquido de US$ 6,47 bilhões (US$ 3,27 por ação) no primeiro trimestre deste ano, uma alta de 4,2% na comparação com o lucro do mesmo período do ano passado, de US$ 6,21 bilhões (US$ 3,09 por ação). A receita subiu 0,6%, a US$ 60,71 bilhões.

A empresa informou que seu segmento de exploração e produção se beneficiou com o aumento nos preços do petróleo do tipo Brent e custos menores. O lucro da unidade avançou 3,2%, para US$ 6,17 bilhões. A companhia também disse que suas margens nas divisões de refino e produtos químicos melhoraram, com o lucro sendo impulsionado ainda por uma queda nos gastos operacionais e ganhos com vendas de ativos. O lucro do segmento downstream saltou 29%, para US$ 804 milhões.

Apesar da alta no lucro, o volume total de produção da Chevron, em termos de barris de petróleo equivalente, caiu 4,7% no primeiro trimestre. Na quarta-feira, a companhia havia anunciado um aumento de 11% nos dividendos, o terceiro em pouco mais de um ano.

Vazamento

A gerente-geral de relações com investidores da petroleira norte-americana Chevron, Jeanette Ourada, afirmou que a companhia está realizando um estudo geológico no campo de Frade, na costa do Brasil, após a interrupção da produção em função da descoberta de um vazamento, em março.

"A produção só vai ser retomada quando nós estivermos completamente convencidos de que podemos fazer isso com segurança e quando tivermos obtido o apoio integral dos nossos parceiros e das autoridades reguladoras brasileiras", afirmou Jeanette.

Comentando os dois processos cíveis que a Chevron enfrenta no Brasil em função do vazamento, além de processos criminais contra alguns de seus funcionários, ela disse que a companhia "está muito confiante que uma revisão transparente e imparcial dos fatos vai demonstrar que a Chevron e seus empregados agiram com responsabilidade".

De acordo com a gerente, o impacto estimado da interrupção da produção no campo de Frade é de 33 mil barris de petróleo por dia.

Separadamente, a diretora financeira da Chevron, Patricia Yarrington, disse que embora as operações da companhia na Argentina não tenham sido afetadas pela expropriação da unidade da Repsol YPF no país, eles estão preocupantes com os acontecimentos.

"Em termos da nossa atividade particular, não houve nenhuma mudança. Mas sempre que nós vemos uma expropriação de ativos como essa, isso realmente nos faz parar. Quer dizer, eu realmente acredito na santidade do contrato, então nós estamos esperando e vendo o que acontece", afirmou a diretora. As informações são da Dow Jones.

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