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Chilena Softys compra Sepac por R$ 1,3 bilhão

Negócio cria a maior fabricante de papel do País; operação ainda precisa da aprovação de autoridades de defesa da concorrência

Reuters

06 de agosto de 2019 | 21h50

A fabricante paranaense de papel Sepac foi vendida nesta terça-feira, 6, para a Softys, filial do grupo chileno CMPC, por R$ 1,3 bilhão, criando a maior empresa do segmento no país. A informação de que a empresa estava sendo oferecida ao mercado foi antecipada pelo Estado em fevereiro.

A operação ainda precisa da aprovação de autoridades de defesa da concorrência. A Sepac foi fundada em 1974 e é dona de marcas de papel higiênico como Duetto, Paloma, Stylus e Maxim. A companhia tem capacidade de produção anual de 135 mil toneladas de papel tissue (usado para produção de papel higiênico, papel toalha e lenço de papel), e de 175 milhões de fraldas por ano. As vendas em 2019 devem somar US$ 200 milhões.

Já a Softys está no Brasil desde 2009 com operações em São Paulo e capacidade para produzir 145 mil toneladas de papel tissue. A Softys Brasil vende produtos para cuidados pessoais e tissue, tendo as marcas Elite e Sublimes em sua linha.

“A integração das duas empresas consolidará a Softys como a maior operadora da indústria de tissue no Brasil, destacando a presença que a Sepac tem no Sul do País é complementar a da Softys nos Estados centrais”, afirmou a CMPC, em comunicado. “Trata-se de uma operação coerente com nosso objetivo de crescer nos mercados com alto potencial de desenvolvimento para o negócio de tissue, como é o caso do Brasil”, disse, no comunicado, o presidente do Grupo CMPC, Francisco Ruiz-Tagle.

A empresa tem entre as concorrentes no Brasil a Suzano, que começou a produzir papéis sanitários em 2017 na Bahia. Cerca de um ano depois, a empresa teve aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a compra da Facepa, por R$ 310 milhões, com atuação mais destacada nas regiões Norte e Nordeste do País.

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