China deve manter meta de crescimento do PIB em 7,5% em 2013, diz jornal

Nos primeiros nove meses de 2012, a economia chinesa teve expansão de 7,7% em relação a um ano antes

Sergio Caldas e Lucas Hirata, da Agência Estado ,

26 de novembro de 2012 | 11h10

PEQUIM - A China deverá estabelecer uma meta de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 7,5% para 2013, igual à deste ano, durante uma conferência econômica a ser realizada em dezembro, publicou nesta segunda-feira, 26, o jornal de negócios China Business News, sem citar fontes. O evento anual normalmente acontece no final do ano.

Nos primeiros nove meses de 2012, a economia chinesa teve expansão de 7,7% em relação a um ano antes.

Reformas

A China precisa implementar reformas econômicas e no mercado para estimular a economia em desaceleração, ainda que, em última instância, essas medidas sejam ruins para o crédito dos bancos chineses, disse a agência de classificação de risco Moody's ao analisar o contexto do país com a chegada dos novos líderes.

Os analistas da Moody's Tom Byrne e Matt Robinson apontaram, em uma análise periódica de crédito, que o governo de Pequim está mais contido agora do que no passado em usar políticas econômicas e monetárias para incentivar o crescimento.

Para eles, as reformas, especialmente aquelas voltadas para o sistema financeiro, são essenciais para um crescimento forte e estável, enquanto as medidas direcionadas para as taxas de juros e o mercado de bônus poderiam ajudar os preços e alocar o capital de forma mais efetiva.

Ao mesmo tempo, "essa aceleração para a liberalização completa é geralmente negativa para o crédito dos bancos", disse a Moody's. "A competição poderia erodir as margens líquidas de juros, introduzir a volatilidade direcionada pelo mercado para uma parte das estruturas fundiárias dos bancos e forçar, potencialmente, as instituições a aumentar empréstimos a tomadores de maior risco ou se envolver em negócios complexos para manter as margens e a rentabilidade."

"A quinta geração de líderes recém-instalada da China terá de enfrentar novos desafios a partir de uma mudança do modelo de crescimento econômico", escreveram os analistas. "Pela primeira vez desde que a China iniciou as reformas fundamentais para abrir a sua economia no final dos anos 1970, a sua liderança vai enfrentar uma era de crescimento de um dígito, demanda externa fraca, economia doméstica em amadurecimento e mudanças demográficas." As informações são da Dow Jones.

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