China diz que apoio dos EUA a energia limpa viola regras da OMC

O Ministério do Comércio da China disse nesta segunda-feira que os Estados Unidos precisam cortar seu apoio a seis programas de energia renovável apoiados pelo governo ou enfrentar penas não especificadas, na mais recente disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Reuters

20 de agosto de 2012 | 15h03

As medidas dos EUA que dão suporte aos programas de energia eólica, solar e hidrelétrica em diversos estados norte-americanos, incluindo Massachusetts, Ohio e Nova Jersey, apresentam uma barreira às exportações chinesas, disse o Ministério em comunicado divulgado em seu site.

O anúncio, decisão final em uma investigação iniciada em novembro, ocorre em meio à disputa entre Pequim e Washington sobre os impostos sobre produtos da energia solar e eólica, enquanto os candidatos à presidência dos Estados Unidos trocam farpas sobre os subsídios à energia renovável.

"O Ministério do Comércio vai adotar medidas legais relevantes, exige que os EUA cancelem parte das medidas que violam as regras da Organização Mundial do Comércio e dêem às empresas de energia renovável da China tratamento justo", disse o Ministério.

Companhias solares do Ocidente têm estado em desacordo com as empresas chinesas por anos, alegando que elas recebem linhas de crédito generosas para oferecer módulos a preços mais baratos.

Os Estados Unidos impuseram em maio taxas de cerca de 31 por cento sobre as importações de painéis solares da China. Isso também afetou Pequim no mês passado, com uma segunda rodada de impostos sobre as torres de turbinas eólicas da China.

Empresas solares chinesas alertaram para uma guerra comercial no mês passado, após empresas europeias, lideradas pela SolarWorld, da Alemanha, pedirem à União Europeia para investigar denúncias de que as rivais chinesas haviam vendido seus produtos abaixo do valor de mercado na Europa.

O presidente Barack Obama tentou desviar dos ataques do candidato presidencial republicano Mitt Romney em seu desempenho econômico, acusando Romney de promover políticas que ferem a energia renovável e custar emprego em importantes estados com votação indefinida. Romney diz que Obama não é firme com a China.

(Reportagem de Michael Martina)

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