China e Índia almejam comércio bilateral de US$ 100 bi até 2015

Comércio entre os dois países deverá exceder US$ 60 bilhões no ano fiscal que termina em março de 2011

Danielle Chaves, da Agência Estado,

16 de dezembro de 2010 | 10h03

A Índia e a China pretendem aumentar o comércio bilateral entre os dois países para US$ 100 bilhões até 2015, em um esforço par ampliar a cooperação entre as duas economias que mais crescem no mundo. O anúncio foi feito no segundo dos três dias de visita do primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, a Nova Délhi.

O comércio entre os dois países deverá exceder US$ 60 bilhões no ano fiscal que termina em março de 2011, depois de somar US$ 42,4 bilhões no ano fiscal passado. Durante os primeiros dez meses deste ano, a China exportou bens no valor de US$ 32,87 bilhões para a Índia, mas as importações totalizaram apenas US$ 17 bilhões.

A Índia, preocupada com seu déficit de US$ 19 bilhões no ano fiscal 2009-2010, quer um acesso melhor de suas exportações aos mercados. Atualmente o principal produto de exportação da Índia para a China é o minério de ferro. "As duas partes concordaram em tomar medidas para promover maiores exportações da Índia para a China, com a intenção de reduzir o déficit comercial indiano", disseram os dois governos em um comunicado conjunto.

A relação entre os dois países é frequentemente turbulenta, já que a Índia continua impondo tarifas antidumping - as maiores de qualquer país da Organização Mundial do Comércio (OMC) no ano passado - contra produtos chineses, alegando que os preços de alguns bens são menores do que o valor normal. A China também levantou objeções às rígidas regulações indianas sobre equipamentos de energia e telecomunicações, chamando-as de discriminatórias.

Wen Jiabao afirmou que a questão da relação entre os dois países é um "legado histórico" e uma solução para isso exige paciência. "Não vai ser fácil resolver completamente essa questão. Ela exige paciência e vai levar um bom período de tempo", disse Wen em um discurso no Conselho Indiano de Relações Mundiais. "Apenas com sinceridade, confiança mútua e perseverança nós podemos eventualmente encontrar uma solução justa, racional e mutuamente aceitável", acrescentou.

As informações são da Dow Jones. 

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