China e Venezuela prejudicam lucro da Avon no 1º trimestre

Maior vendedora direta de cosméticos do mundo registrou lucro de US$ 43 mi, ante US$ 117 mi no mesmo período do ano anterior

Reuters,

30 de abril de 2010 | 16h11

A Avon reportou um lucro menor no primeiro trimestre, por conta da desvalorização da moeda na Venezuela e de custos significativos na China para a investigação de alegações de corrupção.

A maior vendedora direta de cosméticos do mundo lucrou US$ 43 milhões, ou US$ 0,10 por ação, contra US$ 117 milhões, ou US$ 0,27 por ação, um ano antes.

 

Excluindo o impacto da desvalorização monetária na Venezuela e custos de reestruturação, a Avon teve ganhos de US$ 0,33 por ação, acima dos US$ 0,30 por ação no mesmo período do ano passado e acima das previsões de analistas de US$ 0,32, de acordo com a Thomson Reuters I/B/E/S.

 

A companhia pagou significantes honorários trabalhistas por sua investigação interna sobre acusações de suborno na China, o que fez com que a Avon suspendesse quatro executivos no início de abril, enquanto aguarda pelo resultado do inquérito.

 

Além disso, a Avon informou que teve problemas com recrutamento de representantes de vendas no país asiático enquanto testa um modelo de vendas diretas além das butiques. O número de representantes ativos na China caiu 25% no período.

 

Já as receitas caíram 31 por cento na China, o menor mercado da Avon. A receita total da companhia cresceu 13,9%, para US$ 2,49 bilhões, superando estimativas de analistas de US$ 2,46 bilhões.

 

Na América Latina, principal mercado da Avon, a receita subiu 14% em dólares. As operações na região ficaram estáveis, por conta da Venezuela, com sua economia inflacionária e a desvalorização da sua moeda.

 

(Por Jessica Wohl)

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