China limita empréstimos para governos locais e incorporadoras

Medida destaca as preocupações de Pequim com os riscos de crédito e com possíveis bolhas de ativos

Danielle Chaves, da Agência Estado,

24 de fevereiro de 2010 | 12h09

O órgão regulador bancário da China proibiu os bancos de emitir novos empréstimos para veículos de investimento que são apoiados por receita fiscal futura de governos locais mas não têm capital registrado, segundo o Shanghai Securities News, que citou fontes. Em um artigo separado, o jornal estatal afirmou que a Comissão Regulatória Bancária da China (CBRC, na sigla em inglês) também determinou que as empresas de poupança parem de fazer empréstimos para incorporadoras comprarem terrenos.

 

A CBRC limitou os empréstimos nessas áreas depois que dados do banco central mostraram que um quarto dos 9,6 trilhões de yuans em novos empréstimos concedidos no ano passado foram destinados a setores de infraestrutura nos quais governos locais têm papel importante. Os empréstimos para incorporadoras totalizaram 576,4 bilhões de yuans em 2009.

 

O Shanghai Securities News, informou que a CBRC também determinou que os fornecedores de empréstimos comerciais aumentem a checagem dos empréstimos usados para financiar projetos apoiados por governos locais.

 

Os bancos chineses geralmente brigam para fornecer empréstimos para braços de investimento apoiados por governos por causa do fluxo de caixa estável e do relativamente baixo risco de default dessas instituições. Mas o grande crescimento dos empréstimos no ano passado gerou preocupações com um retorno aos níveis de crédito ruins do início da década passada.

 

O novo limite destaca as preocupações de Pequim com os riscos de crédito e com possíveis bolhas de ativos e segue-se a uma série de medidas que Pequim vem tomando para desacelerar os empréstimos - incluindo aumentos no compulsório e na proporção de adequação de capital dos bancos - conforme começa a apertar a política monetária extraordinariamente frouxa que ajudou a economia chinesa a superar a crise econômica global.

 

Governos de todo o mundo estão começando a desativar suas medidas de estímulo e a apertar a política monetária, conforme a economia global se recupera da crise financeira mundial. Na semana passada, o Federal Reserve, banco central dos EUA, elevou a taxa de redesconto. As informações são da Dow Jones

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