Aly Song/Reuters - Arquivo 03/02/2020
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Bolsas despencam na China com temor de novo lockdown

Ações da segunda economia do mundo enfrentaram a maior queda em 2 anos; Xangai Composto teve queda de 5,13%

Sergio Caldas, O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2022 | 09h08

As Bolsas da Ásia fecharam em baixa nesta segunda-feira, 25, com as perdas lideradas pelos mercados da China, que sofreram um tombo em meio a preocupações renovadas com o impacto da atual onda de covid-19 na segunda maior economia do mundo. A perspectiva de aumentos de juros mais agressivos nos Estados Unidos, que derrubou Wall Street na semana passada, também comprometeu o sentimento na Ásia. 

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto teve queda de 5,13%, a maior desde fevereiro de 2020, a 2.928,51 pontos, seu menor nível desde junho de 2020. O Shenzhen Composto mostrou perda ainda mais expressiva, de 6,48%, a 1.790,03 pontos.

Em Pequim, a capital chinesa, foram registrados 22 novos casos de covid-19 no domingo, 24, o maior número deste ano. Já em Xangai, houve 39 mortes pela doença no sábado, 23, número mais de três vezes maior do que o dia anterior. Os sinais de piora da pandemia intensificaram temores sobre a desaceleração da China, que já ficaram evidentes em março.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei caiu 1,90% em Tóquio, a 26.590,78 pontos, enquanto o Hang Seng recuou 3,73% em Hong Kong, a 19.869,34 pontos, o sul-coreano Kospi cedeu 1,76% em Seul, a 2.657,13 pontos, e o Taiex registrou perda de 2,37% em Taiwan, a 16.620,90 pontos.

O mau humor no continente asiático veio também após as Bolsas de Nova York fecharem o pregão de sexta-feira, 22, com perdas de mais de 2,5%, após uma semana de múltiplas evidências de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) planeja de fato elevar juros em ritmo mais veloz, a partir de maio, para combater a persistente alta da inflação em meio à guerra entre Rússia e Ucrânia.

Na Austrália, onde fica a principal Bolsa da Oceania, não houve negócios devido a um feriado nacional. 

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