China pode cobrar imposto sobre residências para conter especulação

Versão experimental do imposto será lançada em cidades selecionadas antes de expandi-lo gradualmente para o restante do país

Danielle Chaves, da Agência Estado,

30 de setembro de 2010 | 09h48

A China aumentou sua retórica com relação à possível introdução de um imposto de bens imóveis sobre propriedades residenciais, ao descrever tal movimento como um passo necessário na direção da reestruturação da economia e da promoção de uma demanda genuína e saudável para o setor. O Ministério de Finanças da China disse em um comunicado que vai lançar uma versão experimental do imposto em cidades selecionadas antes de expandi-lo gradualmente para o restante do país.

Atualmente a China cobra imposto anual de bens imóveis apenas sobre propriedades comerciais, mas autoridades em algumas cidades têm discutido a cobrança de impostos também sobre proprietários de mais de uma residência, para evitar especulação imobiliária.

Os comentários do ministério foram feitos um dia depois de o governo tomar novas medidas para esfriar o superaquecido setor imobiliário do país. O governo determinou que os bancos nacionais interrompam os empréstimos para compra de uma terceira residência e compras subsequentes e aumentem as exigências de pagamento inicial para compradores de primeira residência. O governo chinês também cancelou certos créditos fiscais, ao mesmo tempo que introduziu outras medidas para limitar a especulação.

As medidas de aperto no setor imobiliário anunciadas nos últimos dias - incluindo um comunicado na segunda-feira que tinha como alvo construtoras que acumularam terrenos por mais de um ano - somaram-se às medidas divulgadas em abril, que tiveram sucesso limitado em tornar as residências mais baratas.

Apesar da pressão sobre o setor imobiliário, as ações de empresas ligadas a construção fecharam em alta na Bolsa de Xangai. Analistas disseram que as medidas adotadas pelo governo são menos severas do que o esperado. Segundo eles, os investidores provavelmente acreditam que um imposto nacional sobre bens imóveis residenciais é muito complexo para ser implementado no curto prazo.

As informações são da Dow Jones. 

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