China pode cortar preços de produtos petrolíferos na próxima semana

Governo chinês pode reduzir os preços da gasolina e do diesel entre US$ 36,60 e US$ 43,92 por tonelada

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

27 de maio de 2010 | 12h00

A China pode cortar os preços de produtos petrolíferos na próxima semana, diante dos acentuados declínios dos preços internacionais do petróleo desencadeados pelos problemas econômicos da zona do euro.

Segundo analistas, os preços da cesta de petróleo, observada pela Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento (NRDC) da China, terão provavelmente caído mais de 4% até segunda-feira, durante os 22 dias úteis anteriores, o que poderia desencadear cortes nos preços domésticos dos combustíveis.

O governo chinês pode reduzir os preços da gasolina e do diesel entre 250 yuans (US$ 36,60) e 300 yuans (US$ 43,92) por tonelada, se os preços do petróleo na New York Mercantile Exchange (Nymex) permanecerem em torno de US$ 70 o barril, e entre 300 yuans (US$ 43,92) e 400 yuans (US$ 58,56) se o petróleo continuar a recuar, de acordo com o portal de informação de energia, C1 Energy.

Os problemas das dívidas soberanas na Grécia e os problemas potenciais em outros países da UE impulsionaram um aumento do dólar em relação ao euro, e um declínio dos preços do petróleo na Nymex.

Às 11h25, o preços do contrato do petróleo para julho na Nymex estavam em torno de US$ 73,74 o barril, queda de cerca de 18% em relação à máxima de US$ 89,77 o barril em 3 de maio, apesar de terem registrado uma recuperação ante a mínima de US$ 69 o barril no início da semana.

Embora o governo chinês demore muitas vezes para elevar os preços em razão das preocupações sobre a inflação e o impacto sobre a economia, ele é geralmente bastante pontual quando se trata de reduzir as taxas de combustível, disse Qiu Xiaofeng, analista do China Merchants Securities.

"A diminuição dos preços dos produtos petrolíferos poderá tirar algum aquecimento das pressões inflacionárias provenientes dos preços dos alimentos enfrentadas pela China", ressaltou Qiu.

O Índice de Preços ao Consumidor da China subiu 2,8% em abril, em comparação com o mesmo mês do ano passado, ficando perto da meta máxima de 3% estabelecida pelo governo chinês neste ano.

O país elevou os preços da gasolina e do diesel em 320 yuans (US$ 46,85) por tonelada em meados de abril, para um teto de referência médio para o varejo entre 8.220,00 yuans (US$ 1.203,58) por tonelada e 7.480,00 yuans (US$ 1.095,23) por tonelada, respectivamente, beneficiando os seus dois maiores fornecedores de combustível, a China Petroleum & Chemical e a PetroChina.

As informações são da Dow Jones. 

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