China rejeita críticas de parlamentares dos EUA sobre câmbio

Presidente da China, Hu Jintao, vai aos Estados Unidos nesta terça-feira para uma visita oficial

Reuters,

18 de janeiro de 2011 | 08h35

O presidente da China, Hu Jintao, vai aos Estados Unidos nesta terça-feira, 18, para uma visita oficial, enquanto senadores norte-americanos exigem medidas duras contra a "manipulação cambial" chinesa.

Hu disse nesta semana que não aceitaria argumentos de que o yuan está subvalorizado.

O atrito sobre câmbio salienta as tensões comerciais que devem dominar a cúpula de quarta-feira em Washington entre Hu e o presidente dos EUA, Barack Obama. A reunião deve se concentrar em uma série de questões delicadas, do rebalanceamento da economia global às relações com a Coreia do Norte.

Analistas consideram esta como a visita mais importante de um líder chinês aos EUA nos últimos 30 anos, tendo em vista a crescente influência militar e diplomática da China e a emergência do país como a segunda maior economia do mundo, após os EUA.

O porta-voz do Ministério do Exterior chinês, Hong Lei, disse que seu governo espera que os parlamentares norte-americanos não estraguem o tom da visita de Hu, reiterando que a China está comprometida a reformar seu sistema cambial. "Muitos fatores provaram que o a política cambial do yuan não é a causa principal do desequilíbrio comercial entre China e EUA", declarou Hong.

"Nós esperamos que os parlamentares norte-americanos ... evitem prejudicar os interesses gerais da cooperação econômica e comercial entre China e EUA." Um grupo de senadores norte-americanos disse na segunda-feira que os Estados Unidos precisam aprovar leis punitivas se a China não permitir que sua moeda suba.

(Por Sui-Lee Wee e Doug Palmer; reportagem adicional de Ben Blanchard, Wang Lan e Huang Yan em Pequim)

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