China se esforça para yuan flutuar mais livremente, diz Jiabao

Segundo o primeiro ministro do país, a moeda chinesa passará a ser conversível "no momento correto"

Agência Estado,

19 de março de 2012 | 22h39

XANGAI - O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, disse que o governo chinês está implementando inovações políticas e regulamentações para permitir que o yuan flutue mais livremente. Segundo ele, a moeda chinesa passará a ser conversível "no momento correto", informa a edição desta terça-feira do jornal estatal China Daily.

De acordo com o jornal, Wen também disse que a manutenção de um desenvolvimento econômico estável e o fortalecimento da regulamentação financeira são pressupostos básicos para a internacionalização do yuan.

O jornal também cita Yu Yongding, ex-consultor do Banco do Povo da China (PBoC), que diz que agora é o momento perfeito para flexibilizar o regime cambial do país.

Coversibilidade

É bem possível que o yuan torne-se uma moeda totalmente conversível entre 2016 e 2020, informou a estatal Shanghai Securities News citando o conselheiro acadêmico do Banco do Povo da China (PBOC) Chen Yulu. Ainda de acordo com ele, o sistema cambial global deverá ser dominado pelo dólar, pelo euro e pelo yuan daqui a 20 a 30 anos. Reitor da Universidade Renmin, Chen foi nomeado na semana passada um dos três conselheiros acadêmicos do PBOC.

Juros

Para o presidente do Banco do Povo da China (PBoC), Zhou Xiaochuan, as condições estão "basicamente maduras" para que a China avance na liberalização dos juros e que o governo do país vai trabalhar nisso ao longo deste ano. Em artigo publicado pela revista China Finance, que é apoiada pelo banco central chinês, Zhou afirmou que a China também vai acelerar a criação de um mecanismo de seguro de depósitos.

O presidente do PBoC também disse que a China vai abrir mais seus mercados financeiros e ampliar a flexibilidade do yuan. Segundo Zhou, o país pretende avançar de modo estável na direção da conversibilidade do yuan na conta de capitais e reduzir as restrições ao investimento de indivíduos no exterior.

As informações são da Dow Jones. (Renato Martins e Ricardo Gozzi)

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