China sente pressão sobre oferta de alimentos no médio prazo

A China está enfrentando uma grande pressão para garantir seu fornecimento de alimentos nos próximos cinco anos, devido a uma aceleração da demanda doméstica, disse um alto funcionário, citado pela mídia local, no sábado.

AILEEN WANG E KOH GUI QING, REUTERS

29 de janeiro de 2011 | 13h23

Chen Xiaohua, um vice-ministro da agricultura, disse estimar que o consumo de grãos na China cresça em quatro milhões de toneladas por ano, entre 2011 e 2015.

O consumo de óleo vegetal vai crescer 800 mil toneladas por ano, nesse período, enquanto a demanda de carne aumentará em um milhão de toneladas a cada ano.

"Nosso país está enfrentando uma grande pressão no fornecimento de produtos agrícolas", Chen teria dito, durante uma reunião agrícola, segundo o Shanghai Security News.

Para atender à demanda crescente, Chen disse que o governo tentará aumentar a oferta de alimentos, através de medidas políticas, incluindo maiores investimentos e subsídios para as atividades agrícolas.

Pequim está cauteloso em relação a qualquer tensão no fornecimento de alimentos da China, porque isso poderia aumentar a inflação, que já está alta, tendo chegado a um ritmo anual de 4,6 por cento em dezembro, perto do patamar de novembro, de 5,1 por cento, a taxa mais alta em 28 meses.

Os preços dos alimentos, responsáveis por cerca de um terço do cálculo do índice de preços ao consumidor da China, subiram 7,2 por cento em 2010, em relação ao ano anterior.

Para incentivar os agricultores a plantarem mais grãos, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China, principal planejador econômico do país, prometeu continuar a aumentar o preço mínimo de compra de grãos.

A produção de grãos da China em 2010 foi de cerca de 546,4 milhões de toneladas, enquanto que o óleo comestível e a produção de carne chegaram a 39,2 e 77,8 milhões de toneladas, respectivamente, disse o Shanghai Security News.

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